Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 30/08/2020
A mobilidade urbana é conceituada como condição que possibilita o deslocamento da população e de bens, dentro do espaço geográfico. Nesse viés, a Constituição Federal de 1988 assegura o direito de ir e vir dentro do território brasileiro. Entretanto, o tráfego enfrenta adversidades em seu aperfeiçoamento e implementação de meios alternativos. Tal mobilidade ocorre majoritariamente através de automóveis, o que acarreta a morosidade no trânsito e malefícios para a sociedade.
Primeiramente, é valido ressaltar que a frota de veículos cresceu 138,6%, em contrapartida, a população aumentou 12%, no período de 2002 a 2012, segundo o portal de notícias G1. Fato que é fomentado devido à má qualidade dos transportes públicos, que frequentemente estão superlotados, além disso ocorre carência estrutural para transportes alternativos. Por conseguinte, somente 4% da população brasileira utiliza bicicletas como meio de locomoção, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), visto que não há ciclovias suficientes.
Dado o exposto, tais adversidades refletem em problemas ambientais por causa da alta emissão de gases poluentes na atmosfera, provindos da queima de combustíveis. Ademais, a poluição sonora gerada pelas inúmeras buzinas e o trânsito causam problemas sociais como estresse, ansiedade, como também causam prejuízos econômicos, visto que geram atrasos e baixa produtividade. Portanto, é impreterível que ocorra a ampliação dos modais de transporte e suas respectivas estruturas.
Infere-se, portanto, que cabe aos vereadores e prefeitos de seus respectivos municípios combaterem os entraves da mobilidade urbana. Dessa forma, devem ampliar as ciclovias e a iluminação pública, para que a população passe a utilizar bicicletas para se locomover. Outrossim, é preciso que implementem o Bilhete Único com menor custo e que abranja todos os meios de transporte, para que sejam descentralizados e diminua a morosidade. A partir dessas ações, espera-se que a população seja adepta a outros modais e, portanto diminua a poluição atmosférica.