Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 30/08/2020
Esse é um problema para a maioria dos países, pois há fatores que dificultam a prática dessa realidade como o intenso tráfego terrestre, a emissão de gases poluentes e a alta concentração demográfica são os principais exemplos. Dessa forma, a inserção de meios de transporte mais ecológicos e que reduzem efetivamente os impactos ambientais ainda é, e continuará sendo, inviável enquanto a realidade de negligências praticadas pelo Estado e pelo povo for perpetuada.
Em primeiro plano, o setor público deve assegurar e promover a preservação ambiental em todo o território nacional, de forma a conservar a biodiversidade local. Porém, as metrópoles e os centros conurbados são diariamente negligenciados pela falta de políticas públicas eficientes para exercício de tal dever, assegurado pelo artigo 225 da Constituição. Medidas como a ampliação da malha de ciclovias ou o incentivo ao uso do transporte público para a redução dos carros circulando causariam um enorme efeito positivo, visto que ocorreria a consequente diminuição de emissão de gases de efeito estufa. Contudo, as autoridades não investem massivamente nesse tipo de projeto e perpetuam a existência de uma realidade poluente e alarmante. Logo, um dos principais desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental está diretamente relacionado à ineficiência do Estado.
Além disso, o povo é outro responsável por esses obstáculos enfrentados pelo transporte alternativo. Fatores como a falta de conscientização ecológica da população sobre a poluição causada pela enorme quantidade de carros na rua, juntam-se ao crescente poder aquisitivo da classe média e corroboram para a perpetuação da dificuldade de implantar novos sistemas de mobilidade menos agressivos. Assim, torna-se visível que as questões culturais e econômicas brasileiras influenciam no rumo dessas novas opções de transporte e, acima de tudo, da natureza.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar os desafios da mobilidade urbana ecologicamente. Para tal, o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com o Ministério da Economia, deve promover uma política de aumento de impostos sobre combustíveis fósseis, por meio da super taxação tributária nesses para o consumidor final, de forma a reduzir o consumo desse produto e incentivar o povo a utilizar o transporte público e/ou outros de baixo impacto ambiental. Essa medida propõe, a longo prazo, a diminuição expressiva do número de carros na rua em oposição ao aumento de bicicletas e pessoas caminhando, o que configura um cenário muito mais ecológico e consciente.