Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 30/08/2020

No que diz respeito ao transporte de baixo impacto ambiental, é afirmavel que o Brasil deve investir mais nessa área. Isso se evidencia não apenas pela problemática do aquecimento global e da poluição, como também pelos benefícios dessa prática sustentável e saudável.

Depois a Segunda Guerra Mundial, o Brasil começou a urbanizar-se de forma rápida e desordenada. Isso se reflete diretamente nos dias atuais, visto que não houve planejamento adequado na infraestrutura das cidades para facilitar o deslocamento diário dos cidadãos, através de meios alternativos, como as bicicletas. Ademais, durante o governo de Juscelino Kubitschek, o presidente incentivou o modelo desenvolvimentista do país, no qual foi amplificado o poder adquisitivo da população, a fim de estimular a compra de veículos particulares. Com isso, nota-se que a grande quantidade de automóveis, bem como a falta de projetos que incentivem o uso de alternativas sustentáveis para a locomoção é uma sinuca a ser superada pela sociedade brasileira.

Segundo pesquisadores, mais de setenta milhões de toneladas de gás carbônico são liberados na atmosfera decorrente da utilização de gasolina por veículos no Brasil. À vista disso, esse composto químico é responsável pelo aumento do aquecimento global e da poluição ambiental, o que ocasiona a elevação da temperatura média e desastres ecológicos e, consequente, vários problemas ambientais e sociais..

Isto posto, percebe-se a real necessidade de desenvolver meios para reverter essa situação. Na cidade de Fortaleza, a prefeitura lançou o projeto Bicicletar, no qual foram instalados postos de bicicletas para uso compartilhado, com intuito de minimizar impactos ambientais, desobstruir o trânsito, além de melhorar o bem-estar da população. De acordo com estatísticas, essa medida já evitou a emissão de duzentas toneladas de CO2.

Portanto, é necessario desenvolver métodos para incentivar todas as formas sustentáveis de transporte. Para tal, os governantes devem implementar projetos similares ao de bicicletas compartilhadas, bem como construir mais ciclo faixas, a fim de melhorar a mobilidade urbana. Além disso, os meios de comunicação necessitam incentivar o uso de bicicletas, por meio de campanhas. Outrossim, as escolas precisam inserir aulas sobre educação ambiental, com o objetivo de não só debater esse assunto, mas também promover a criação de medidas preventivas para estimular o transporte de baixo impacto ambiental, aplicando-as em nível individual e comunitário. Nesse sentido, haveria maiores benefícios para o Brasil e para o meio ambiente.