Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 31/08/2020

Com a crescente urbanização dos centros e metrópoles urbanas, notou-se um aumento em proporções iguais, e até mesmo maiores, da frota de veículos emissores de gases nocivos à atmosfera terrestre e à saúde humana. Com o tempo, este fato passou a preocupar as autoridades, que viram na ideia da adoção de um sistema de mobilidade sustentável, um caminho para a solução do problema. No entanto, em nosso país, a implantação real e eficaz de uma mobilidade urbana não prejudicial ao ambiente se depara com diversos empecilhos.

O Brasil urbanizou-se de forma desordenada após o término da Segunda Grande Guerra, não tendo planejamento adequado para facilitar o deslocamento diário da população, como as bicicletas. A opção pelos veículos automotores - que parecia ser a resposta eficiente do século 20 à necessidade de circulação - levou à paralisia do trânsito, com desperdício de tempo e combustível.

Ao mesmo tempo, existe também uma real ausência de incentivo para a adoção de fontes de combustível alternativa, que possam substituir as fontes de energia convencionais e que não provoquem tanto impacto ambiental, tais como a eletricidade e os biocombustíveis.

Dessa forma, para diminuir a dificuldade na adesão de uma mobilidade urbana sustentável, é importante que o Ministério das Cidades invista mais em planejamentos físicos e financeiros, bem como na execução, da construção de ciclovias e ciclo faixas, principalmente nas grandes metrópoles, onde a emissão de gás carbônico é maior. Ademais, é importante ainda que haja um maior incentivo para a utilização de energias sustentáveis, que possibilitem a circulação de automóveis, mas que, simultaneamente, geram um impacto praticamente nulo ao ambiente.