Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 31/08/2020
O poema “Cota Zero”, o poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade, o verso “Stop” faz uma referência ao trânsito, além de fazer uma associação entra a vida e o automóvel, aliada a dúvida do que realmente “parou”. Mais de uma década após a publicação da obra, o poema modernista no Brasil, ainda é recorrente nas cidades brasileiras, de modo que trânsitos caóticos são vistos diariamente no país. Nesse contexto, torna-se notório a busca pela diminuição dos impactos ambientais antrópicos. Desse modo, a situação se torna ainda mais grave devido à negligência estatal, além do governo não conseguir garantir uma malha de meios de locomoção de qualidade.
A priori, a negligência estatal no que diz respeito ao deslocamento com menor impacto ambiental configura-se como uma problemática. De acordo com o site UOL, pesquisa aponta - bicicleta é usada pelo trabalhador e ausência de ciclovias é obstáculo. Medidas como a ampliação da malha de ciclovias ou o incentivo ao uso do transporte público para a redução dos carros circulando causariam um enorme efeito positivo, visto que ocorreria a consequente diminuição de emissão de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono. Dessa forma, mostra-se importante uma melhor atuação governamental em relação às ciclovias das grandes metrópoles e a uma manutenção mais eficiente dos ônibus que circulam pelas cidades.
Outrossim, de acordo com uma pesquisa divulgada durante o Seminário Nacional NTU 2017 & Transporte público 2017, cerca de 12% dos brasileiros considera o transporte público um problema. Um dos principais motivos para essa insatisfação é a falta de estrutura dos grandes centros urbanos. Já que as cidades são construídas sem nenhum planejamento prévio, a rede de transporte público não atinge todos os pontos periféricos desses locais. Consequentemente, uma parcela da população recorre a carros e meios de transporte particulares para fazer seus deslocamentos diários, o que promove um trânsito caótico com engarrafamentos quilométricos, por exemplo.
Infere-se, portanto, que medidas são fundamentais para homogeneizar, de maneira positiva, os espaços urbanos. Para tal, o Estado deve, na atuação do Ministério dos Transportes (MT) aumentarem o número de ciclovias e sinalizações nas ruas, na tentativa de garantir a segurança dos ciclistas e incentivar o uso das bicicletas no cotidiano da população. Além de garantir um maior de ônibus nas capitais em parceria com as empresas desses veículos, mantendo sempre o custo da passagem acessível a todos, além de aumentar o número de ciclovias e sinalizações nas ruas, na tentativa de garantir a segurança dos ciclistas e incentivar o uso das bicicletas no cotidiano da população. A fim de propagar benefícios saudáveis e econômicos proporcionados pelas pedaladas.