Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 31/08/2020

Com o intuito de trazer novas empresas automobilísticas para o pais, em 1972, além de aumentar o numero de estradas e rodovias, o ex-ministro da fazenda, Delfim Netto, lançou o slogan “Venham nos poluir!”. Atualmente, o sistema de mobilidade urbana apresenta aspectos perturbantes em relação ao

impacto ambiental, pois no Brasil a maioria dos meios de transporte geram determinadas consequências para o meio ambiente. Portanto, faz-se necessário reconhecer os impactos negativos da mobilidade urbana no Brasil, assim como estudar possibilidades de torná-la mais sustentável.

No período posterior a segunda guerra mundial, a urbanização no Brasil começou a acontecer rapidamente e sem planejamento. Os reflexos disso atualmente se dão, entre outros aspectos, na falta de opções para um descolamento alternativo, como, por exemplo, ausência de ciclovias. Essas consequências acarretadas pela falta de planejamento urbano se apresentam como um grande desafio para a mobilidade urbana de baixo impacto ambiental, visto que o reparo desses erros se tornariam mais difíceis atualmente devido a execução precária da infraestrutura das cidades brasileiras. Além disso, a falta de ciclovias pode representar um perigo a vida do cidadão que se desloca por meio da bicicleta, devido a falta de segurança que o ciclista tem andando em calçadas ou ruas.

Outro desafio a ser atravessado pela mobilidade urbana de baixo impacto ambiental são as tendências consumistas descritas em uma sociedade capitalista, como a do território brasileiro. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman diz  ‘‘Consumo, logo existo’’, expressando que a condição indispensável à vida é o consumo. A luz dessa ideia, a idealização de comprar um automóvel, descreve uma convicção de poder e prazer, impulsionando suas compras. A utilização de automóveis individuais pode gerar danos ao meio ambiente, considerando sua emissão de CO2, principais gás causador do efeito estufa, além de comportar poucas pessoas, ao contrário dos transportes públicos, que apresentam manutenção e utilização muitas vezes precária, fazendo assim as pessoas optarem pelo automóvel.

Em virtude dos fatos apresentados, a mobilização urbana com baixos impactos ambientais enfrenta diversos desafios, que tornam difícil a ocorrência de um desenvolvimento sustentável. A fim de reverter esse quadro, apresenta-se medidas plausíveis, como a criação de ciclovias que interligam toda a cidade, cabendo a construção e manutenção dessas aos poderes locais, como a prefeitura destas cidades, assim como a melhor manutenção e conservação dos transportes públicos, responsabilizando as empresas empregadoras destes, contando com a fiscalização dos poderes locais da cidade para uma melhor aplicação, visando assim um maior aproveitamento dos transportes públicos, a fim de diminuir os impactos ambientais causados pela mobilidade urbana.