Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 27/08/2020

Nos anos 1950, com o objetivo de incentivar o comércio de carros, o presidente Juscelino Kubitschek permitiu a instalação de empresas automobilísticas estrangeiras no Brasil. Hoje, grande parte da população possuem veículos poluentes, que gera um forte impacto ambiental. Diferentemente de outros países, o governo brasileiro não incentiva no uso de meios de transporte sustentáveis.

Em primeiro lugar, é preciso analisar os danos no meio ambiente causados pela poluição. De acordo com os números do Seeg (Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa), o Brasil emitiu um total de 1,9 gigatonelada de dióxido de carbono, o que coloca o país como o sétimo maior emissor do mundo. Apesar dos transportes motorizados não serem os únicos responsáveis pela poluição, eles são um dos principais emissores.

Algumas cidades dentro do território nacional já utilizam meios de locomoção sustentáveis. Em Fortaleza, o Veículos Alternativos para Mobilidade (VAMO) promove mobilidade urbana sustentável por meio de uma rede de compartilhamento de carros elétricos. Em outras cidades ao redor do mundo (como Amsterdã, na Holanda, e Copenhague, na Dinamarca), mais da metade da população usam bicicletas para se locomover diariamente.

Assim, é preciso incentivar o uso de meios de transporte sustentável pela população. Para isso, o Governo deve aplicar melhorias nas ciclovias já existentes e criar novas, além de aprimorar o funcionamento dos transportes coletivos através da implementação de serviços e infraestruturas. Devem também promover palestras com especialistas sobre os benefícios em usar veículos de baixo impacto ambiental e os problemas dos veículos motorizados. Dessa forma, o impacto sobre o meio ambiente será diminuído.