Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 30/08/2020

A baixa eficiência no uso do espaço urbano em transporte, ou seja, a escolha que as pessoas fazem para se deslocar, é um dos principais aspectos que impactam a mobilidade. Segundo o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP).A trabalhadora doméstica Maria Sales é uma dessas milhares de pessoas que conhecem bem os problemas no sistema de mobilidade urbana. A reportagem da Agência Brasil acompanhou a rotina da trabalhadora. Atualmente, ela passa a maior parte da semana morando na casa onde trabalha. Se precisasse sair de casa todos dias para ir ao trabalho, teria que percorrer diariamente cerca de 34 quilômetros para se deslocar da cidade de Santo Antônio do  Descoberto (GO) até o trabalho, em Águas Claras (DF).

Segundo a Cetesb(Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), de um levantamento de 2012, mostram que se a frota inteira parasse por um dia na cidade, seria evitada a emissão de 535,4 toneladas de monóxido de carbono. O maior engarrafamento do mundo aconteceu em Pequim, em agosto de 2010, um congestionamento de 100 quilômetros paralisou uma estrada por nada menos que 12 dias. Foi em 1970 que o número populacional urbano passou o rural, cerca de 55,9% da população urbano para 44,1% rural, classificado por um forte êxodo rural. Em São Paulo foi implantado o rodízio de carro: é uma maneira de melhorar o fluxo urbano, no entanto não é uma medida efetiva.

Automóveis, comerciais leves e veículos pesados já somam 1,215 bilhão em todo o mundo. Esse número exclui tratores, máquinas de obras, motocicletas, e outros veículos de uso industrial, segundo dados da Organização Mundial da Indústria Automobilística (OICA). O país em 2012, terminou com mais de 50,2 milhões de carros e 19,9 milhões de motos segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN). A ideia da circulação irrestrita é relativamente recente. O primeiro automóvel chegou à São Paulo em 1901, logo, o carro virou símbolo de ascensão social devido à sociedade hierarquizada. Na segunda fase da revolução industrial, evoluíram a circulação de mercadorias e de informação, permitindo uma maior integração entre regiões do planeta, viabilizando um desenvolvimento dos meios de transporte.

Portanto, medidas são necessárias para melhorar a mobilidade urbana do Brasil. Para isso, é indispensável que, além da ampliação da rede pública de transportes, ações como a implantação de ciclovias e a adoção do rodízio veicular sejam executadas em todas as metrópoles nacionais pelos governantes, visando ao fim dos congestionamentos e, consequentemente, à redução dos problemas ambientais. Outrossim, a fim de reduzir o número de carros particulares nas vias citadinas, é conveniente que os ambientalistas,  estimulem, por meio de campanhas, o uso de veículos coletivos.