Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 28/08/2020
Segundo Serge Latouche, o crescimento desenfreado e desproporcional do consumo, das atividades produtivas e da população na segunda metade do século XX acendeu o sinal de alerta sobre o futuro e a conservação da vida no planeta Terra. Assim, torna-se notório a busca pela diminuição dos impactos ambientais antrópicos. Todavia, quando a questão relaciona-se com a mobilidade urbana apresenta desafios relevantes de análise, como o aumento da frota de veículos decorrente de um processo político-estrutural e ideológico, bem como a dificuldade de implementar novos métodos de locomoção.
Primeiramente, é notório a falta de estrutura dos transportes públicios, como exposto pela pesquisa da Folha de São Paulo, na qual os passageiros classificaram os mesmos como ruins ou péssimos, concomitantemente as suas poucas frotas e o uso de automóveis individuais. A utilização de veículos coletivos de diferentes modais ajudaria muito na diminuição do impacto ambiental, já que transportaria um número maior de pessoas.
Além disso, o transporte sustentável como a bicicleta, enfrenta alguns problemas no Brasil. A ausência de faixas exclusivas, ciclovias e sinalização dá a sensação de insegurança para os ciclistas e ocasionam diversos acidentes, tal qual o caso de uma ciclista que foi atropelada , em Botafogo, enquanto pedalava. Outro fator é a falta de hábito dos brasileiros de utilizar esse meio de transporte.
Dessa forma, cabe ao Ministério do Transporte conjuntamente às empresas privadas, a melhoria das condições dos transportes públicos como a colocação de ar condicionado e o aumento de suas frotas, a fim de incentivar o uso dos mesmos e diminuir a emissão de poluentes. Pode-se dizer, portanto, que o processo histórico rodoviário no país atrapalhou o avanço de outros modais e o uso de transportes mais sustentáveis.No entanto, com o estímulo do governo e a mudança do hábito dos brasileiros, a mobilidade urbana de baixo impacto ambiental avançará.