Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 28/08/2020
Dentre 1956 e 1961 ocorreu o governo de Juscelino Kubitschek e nele firmou-se a indústria automobilística, cultura a qual o carro era visto como sinônimo de status cultural; esta cultura perdura até os dias atuais e têm incentivado o crescimento desordenado da indústria automotiva, as consequências desse crescimento são graves problemas na mobilidade urbana brasileira.
O crescente número de carros e motos trafegando nas ruas, juntamente com a falta de eficiência nas leis de trânsito, têm como resultado, o também crescente, número de acidentes de trânsito. O Brasil em 2012, terminou com mais de 50 milhões de carros e 19,9 milhões de motos segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), as taxas do país sobre acidentes também têm números elevados, segundo dados do Retrato da Segurança Viária levantados em 2014, o país chegou a 22,5 mortes a cada 100 mil pessoas, número mais alto que a China, Índia e o dobro dos Estados Unidos.
Além de colocar em risco a vida de muitas pessoas, os problemas na mobilidade urbana também causa danos ao meio ambiente. Biologicamente, é possível afirmar que o aumento de carros e motos mencionados acima é responsável por agravar as poluições atmosféricas e sonoras. Segundo a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), em um levantamento de 2012, dados mostram que se a frota inteira parasse por um dia na cidade, seria evitada a emissão de 535,4 toneladas de monóxido de carbono.
Assim, em virtude dos fatos mencionados, ficam evidentes os prejuízos que a deficiência na mobilidade urbana do Brasil causa ao âmbito social e medidas são necessárias para a mudança da situação atual. Cabe ao Ministério dos Transportes investir na ampliação da rede pública de transportes, a implantação de ciclovias e na fiscalização contínua e reforçada do cumprimento das leis de trânsito, pois, assim, será possível minorar os desafios do tráfego brasileiro.