Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 29/08/2020

No poema “Canção do Exílio”, obra do renomeado escritor Gonçalves Dias, o eu lírico, um brasileiro exilado, exalta de forma idealizada, algumas  belezas de sua terra natal. Todavia, ao lançar um olhar aguçado sobre a realidade contemporânea, no que se refere ao alto índice de poluição causado pela mobilidade urbana, haverá, certamente, uma desconstrução dessa concepção romantizada, visto que, os problemas ambientais são abundantes nesse âmbito.

Agravamento do efeito estufa, aquecimento global em seu ápice, diversos são os problemas causados pelo excesso de gás carbônico eliminado por veículos de transporte. Uma vez que, o uso de veículos individuais são mais utilizados que o transporte público, a quantidade de gases nocivos para o meio ambiente crescem, causando grande impacto na atmosfera. Dessa forma, o uso de transporte coletivo, ou meios que não usam a queima de combustíveis fósseis, são os mais recomendados.

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através deste trecho do poeta Carlos Drummond de Andrade, conclui-se, que a poluição causada pela queima de combustíveis fósseis na mobilidade urbana, é uma pedra no caminho da sociedade, em virtude de que, pode causar problemas a longo prazo na saúde de um individuo que inala esses combustíveis, como também, agravar o aquecimento global, sendo um problema para o meio ambiente inteiro.

Diante desse cenário, são necessárias ações que busquem minimizar esse quadro. Inicialmente, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, promover campanhas de conscientização quanto ao uso excessivo de transporte individual que implicam na queima de combustíveis, por meio de veículos de comunicação com a finalidade de diminuir a queima desses combustíveis. Ademais, o Ministério da Infraestrutura, deve melhorar os meios de transporte coletivos, visando conforto e versatilidade, para que os indivíduos troquem o transporte individual, pelo coletivo.