Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 27/08/2020

No que se refere ao transporte de baixo impacto ambiental, é possível afirmar que o Brasil deve investir mais nessa área. Isso se evidencia não apenas pela problemática do aquecimento global, como também pelos benefícios dessa prática sustentável.

Os desafios encontrados na mobilidade urbana do Brasil são reflexos de estratégias políticas. Durante o governo de Juscelino Kubitscheck, na década de 1950, foi estimulada a instalação de empresas automobilísticas e a construção de rodovias federais no país. Apesar dos automóveis serem tão populares e amplamente utilizados, reconhecer os impactos negativos causados à sociedade e ao meio ambiente é elementar, ademais, faz-se necessário criar mecanismos para mudar a conjuntura atual em relação à poluição.

Segundo pesquisadores, não é só o CO2 que é emitido pelos carros. Outros gases também são jogados no meio ambiente, como: Monóxido de Carbono (CO), Hidrocarbonetos (HC), Dióxido de enxofre (SO2), Aldeídos (CHO), Óxidos de nitrogênio (NOx) e Material particulado (MP). Dessa forma, esse composto químico é responsável pelo aumento do aquecimento global, o que ocasiona a elevação da temperatura média e, consequente, vários problemas ambientais.

Outrossim, associar o desejo de consumo individual ao capitalismo, explica muitos fatos na sociedade moderna. Se por um lado existem indivíduos descomprometidos com a sustentabilidade, por outro, é possível notar o crescente número de pessoas que abandonam a rotina diária de entrar em seu automóvel, substituindo-a por transporte coletivo, bicicletas ou caminhadas. Esta prática traz economia financeira, ajuda na diminuição do lançamento de poluentes, redução do estresse e do tempo gasto no trânsito.

Sendo assim, visando diminuir a circulação de carros e aumentar a utilização dos transportes públicos, como também das bicicletas, o Estado deve, na atuação do Ministério dos Transportes (MT) assegurar um maior número de ônibus nas capitais em parceria com as empresas desses veículos, mantendo sempre o custo da passagem acessível a todos, além de aumentar o número de ciclovias e sinalizações nas ruas, na tentativa de garantir a segurança dos ciclistas e incentivar o uso das bicicletas no cotidiano da população.