Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 31/08/2020
Segundo Serge Latouche, economista e filósofo francês, o crescimento desenfreado e desproporcional do consumo, das atividades produtivas e da população na segunda metade do século XX acendeu o sinal de alerta sobre o futuro e a conservação da vida no planeta Terra. Com isso busca-se a diminuição dos impactos ambientais antrópicos, todavia, quando a questão relaciona-se com a mobilidade urbana apresenta desafios, como o aumento da quantidade de veículos nas cidades.
Principalmente o crescimento excessivo do número de carros no Brasil é consequência não somente da má qualidade do transporte público, mas também de uma questão social que se baseia no consumismo. A assertiva de Zygmunt Bauman, “consumo, logo existo”, mostra que, na sociedade moderna, é indispensável o consumo seguindo a linha de raciocínio do sociólogo isso mostra que no sistema de produção capitalista, a compra de um veículo possui uma representação de poder, aumentando assim, as compras.
Alais, a negligência no que diz respeito ao deslocamento com menor impacto ambiental é uma problemática. E, embora a Constituição vigente evidencie a necessidade de manter um meio ambiente ecologicamente equilibrado por uma parte comum e do Poder Público, nos dias de hoje, isso não é uma realidade no país
Logo, podemos deduzir que esses desafios necessitam da intervenção civil sendo assim tentando diminuir a circulação de carros e aumentar a utilização dos transportes públicos, como também das bicicletas, o Estado deve, na atuação do Ministério dos Transportes assegurar um maior número de ônibus nas capitais em parceria com as empresas desses veículos, mantendo sempre o custo da passagem acessível a todos, além de aumentar o número de ciclovias e sinalizações nas ruas, na tentativa de garantir a segurança dos ciclistas e incentivar o uso das bicicletas no cotidiano da população.