Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 27/08/2020
Os desafios encontrados na mobilidade urbana do Brasil são reflexos de estratégias políticas. Durante o governo de Juscelino Kubitscheck, na década de 1950, foi estimulada a instalação de empresas automobilísticas e a construção de rodovias federais no país. Apesar dos automóveis serem tão populares e amplamente utilizados, reconhecer os impactos negativos causados à sociedade e ao meio ambiente é elementar, ademais, faz-se necessário criar mecanismos para mudar a conjuntura atual em relação à poluição.
Em primeira análise, observa-se que os desafios da mobilidade no país são vividos diariamente pela sociedade na forma de calçadas impróprias, ciclovias mal planejadas, distâncias muito longas, integrações ineficientes, quilômetros de engarrafamento e horas diárias no trânsito. Isso tudo resulta em estatísticas impressionante, em 2016, a população da área metropolitana do Rio de Janeiro foi a quarta no mundo a perder mais tempo no trânsito, cerca de 165 horas, segundo estudo da organização holandesa TomTom.
Em segunda análise, a mobilidade no país está ligada à desigualdade social, onde as diversas classes dispõem de modelos de cidade e transportes também diferenciados. É comum ver ciclovias ocupadas por trabalhadores em dias úteis. Já para as classes altas, a bicicleta se apresenta como opção de lazer. Aproximar os dois usos para toda a população é um desafio porque inclui investimentos na qualificação de espaços urbanos e não apenas ciclovias.
Sendo assim, cabe as diretrizes da política nacional, de propor leis que ajudam no controle do trafego de veículos em locais e horários determinados a eles, afim de diminuir a emissão de gases poluentes. Também é necessário que o governo federal a criação de mais ciclovias para os ciclistas que sentem o impacto, assim com objetivo de transformar a infraestrutura dos pedestres e ciclistas.