Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 27/08/2020
Na segunda metade do século 19, surgiram os primeiros motores de combustão interna, esses impulsionaram grandes inovações, como a produção de carros e esse meio cada dia mais substituiu a bicicleta. No entanto, ao observar o pouco uso dos meios de locomoção de baixo impacto ambiental, percebe-se que esses desafios ainda não foram superados, já que o individualismo e a postura do estado coadunam-se para o agravamento desse entrave.
Isso ocorre, principalmente, devido ao individualismo de uma maioria. Segundo Émile Durkheim, a sociedade funciona como um corpo biológico, pois ambos necessitam da participação de todos para que haja perfeita harmonia. Porém, na realidade o pensamento egoísta e o comodismo de estar em um ambiente confortável, faz com que muitas pessoas não se preocupem com os impactos ambientais que as mesmas causam quando se locomovem em transportes particulares, como carro e moto, gerando uma grande emissão de gases na atmosfera.
Ademais, a postura do estado não favorece e não incentiva o uso de transportes alternativos. De acordo com Thomas Hobbes, é função do estado garantir o bem-estar social. Contudo, não existe na maioria das cidades, ciclovias em boas condições ou até mesmo ônibus e metros disponíveis para o contingente populacional do município. Por não existir tanta qualidade no transporte público, surge a necessidade de optar pelo transporte particular, fato esse que não contribui com a natureza.
Portanto, ao analisar os fatos acima mencionados, cabe ao governo (em que o corpo governante exerce autoridade), por meio de investimentos da secretaria de serviços urbanos, promover o melhoramento das ciclovias nas cidades, com manutenções constantes nas pistas para que garanta o bom funcionamento das mesmas. Cabe ainda ao ministério da educação, a integração de aulas sobre meio ambiente na grade curricular, explicando os efeitos dos gases e a necessidade de uso de um transporte sustentável, para que assim, haja indivíduos mais conscientes na sociedade.