Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 27/08/2020

A ideia de cidade parece óbvia em um primeiro momento. Espaços públicos são tidos como arenas de disputas entre carros, pedestres, bicicletas e transportes públicos. O desafio da mobilidade no país é vivido diariamente na forma de calçadas irregulares, ciclovias mal planejadas e quilômetros de engarrafamento com horas diárias no trânsito.

Em 2016, a população do Rio de Janeiro foi a quarta no mundo a perder mais tempo no trânsito (cerca de 165 horas) segundo estudo da organização holandesa TomTom. É comum ver ciclovias ocupadas por carros individuais com trabalhadores em dias úteis e a bicicleta colocada como opção de lazer, sendo usada raramente. Aproximar os dois usos para grande parte da população é um desafio por incluir investimentos elevados na qualificação de espaços urbanos.

De acordo Marcos de Sousa, diretor de jornalismo do portal Mobilize Brasil - o qual traz conteúdo sobre mobilidade urbana sustentável -  quando se fala em mobilidade urbana, o que está em jogo é o planejamento das cidades. Os carros ganharam espaço demais e acabaram se tornando uma espécie de praga urbana. Uma campanha do portal também revelou que os ciclistas sentem o impacto de cidades voltadas para carros individuais. As pessoas só vão usar o transporte público quando as condições forem mais confortáveis do que os automóveis individuais

Assim, a mobilidade no país está ligada à desigualdade social, onde as diversas classes possuem modelos de cidade e transporte diferenciado - tendo uma estrutura irregular -. Por isso, é importante a ampliação da rede pública de transportes, além de ações como ampliamento de ciclovias e rodízio de veículos sendo executadas pelos governantes, para que ocorra a redução dos problemas ambientais e congestionamentos.