Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 30/08/2020

Segundo Serge Latouche, economista e filósofo francês, o crescimento desenfreado e desproporcional do consumo, das atividades produtivas e da população na segunda metade do século XX acendeu o sinal de alerta sobre o futuro e a conservação da vida no planeta Terra. Com isso, tornou-se relevante discutir a questão da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental, cujas principais causas são falta de ciclofaixas para o transporte cicloviário e calçadas em más condições para pedestres. Tal fato reflete a uma sociedade preocupante e extremamente complexa.                                     De acordo com o descrito, os moradores de Piracicaba reclamam de falta de ciclovias e ciclofaixas na cidade. A EPTV, afiliada da TV Globo, percorreu pela cidade e viu a situação, são pouco menos de 10km de faixa. Geralmente os municípios tem em torno de 60 quilômetros de faixas para bicicleta em principais vias. Segundo o UOL.com, pela falta de espaço urbano para bicicletas e pela falta de sinalização, a taxa de morte de ciclistas cresceu em 64% no ano de 2020.

Em segundo plano, as calçadas em más condições nas cidades hoje são as maiores causadoras de acidentes com pedestres. Um município foi condenado por queda de pedestre em calçada com um buraco, a 10° Câmara Cível do TJRS manteve indenização por ddanos morais e materias e a pedestre que caiu ao caminhar por calçada desnivelada com buracos e lajes soltas.  O município de Porto Alegre deverá indenizar a autora da ação em 15mil.

Diante do exposto, para combater os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental, é preciso adotar medidas severas. Para isso, a Prefeitura do Estado em conjunto da Prefeitura Municipal, devem construir mais ciclovias e ciclofaixas para a maior segurança das mobilidade do transporte cicloviário, de modo que usem a capital dos impostos pagos pela população direcionados para a urbanização da cidade.