Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 29/08/2020

Os automóveis que existem atualmente são resultado de um lento e longo processo de evolução desde as Revoluções Industriais. Entretanto, com o passar do tempo grande tem sido o aumento da demanda de veículos e as cidades, principalmente as mais industrializadas, os colocam como uma das prioridades de sua elaboração e construção. Dessa forma, os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental no Brasil estão associados com a falta de acessibilidade a calçadas e ciclovias em rodovias urbanas e a má organização e custo nos serviços de transporte público.

Em primeiro plano, a importância de calçadas e ciclovias tem relação com o que deve ser garantido pela Política Nacional de Mobilidade, a lei 12.587/2012, na qual os estados devem priorizar pedestres, ciclistas e transportes públicos, trabalhando para limitar a circulação de veículos motorizados. Entretanto, durante os últimos anos, a compra de automóveis só tem aumentado e o espaço para pedestres ou até ciclistas diminuído. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no primeiro semestre de 2019, as vendas de veículos aumentaram 12,1% em relação com o ano anterior. Contudo, um levantamento elaborado pelo G1 junta com as prefeituras de cada capital do Brasil, revela que juntas possuem 1.118 km de ciclovias, o que não representa 1% do total da malha viária das cidades.

Por outro lado, existe uma grande defasagem nos sistemas de transporte público visto que, muitas regiões não possuem o sistema de terminais, como Espírito Santo, São Paulo e Curitiba, em que as pessoas não precisam pagar uma passagem a cada ônibus que usarem. Sendo assim, não existe um custo benefício para a população dado que, as tarifas de ônibus podem variar de R$3,60 até R$4,70, de acordo G1 no ano de 2020. Ou seja, muitos precisam usufruir de um transporte público mais de uma vez ao dia, gerando assim no final um grande custo e contribuindo para o investimento em um automóvel.

Portanto, com o intuito de facilitar a circulação em meios urbanos, é necessário o incentivo por parte da prefeitura de cada município para construção da calçadas e ciclovias através de auxilio monetário. Logo, os cidadãos terão mais segurança para circular livremente além de que, o engarrafamento irá diminuir e consequentemente trará benefícios para o meio ambiente tendo em vista que, o número de automóveis em uso diariamente tem tendência a diminuir. Por fim, também é fundamental que as empresas de transporte público se organizem para ajustar as rotas e tarifas de ônibus por meio da elaboração de terminais e controle nos reajustes tarifários para que os ônibus passem a ser uma alternativa barata e eficiente.