Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 09/09/2020
A maioria dos transportes utilizados na mobilidade urbana são emissores de gases poluentes. Nesse sentido, é necessário que haja uma mudança nos meios de locomoção, para que gerem baixo impacto ambiental. Assim, no Brasil, são encontrados desafios na diversificação dos transportes usados no país. Essa dificuldade é causada, principalmente, pelo investimento predominante em estradas rodoviárias, incentivando o uso de carros como transporte individual, e o uso de ônibus como transporte coletivo.
Nesse cenário, o fato de o transporte rodoviário ser usado como principal meio de locomoção no Brasil se deve ao grande investimento em estradas e rodovias durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek.
Esses investimentos concentrados apenas em um tipo de transporte propiciou a comodidade dos brasileiros, tornando mais difícil a adoção de outras formas de movimentação espacial, até mesmo os que são sustentáveis.
Como consequência, a mobilidade no espaço urbano brasileiro é desorganizada e predominantemente poluente, com poucas possibilidades para o uso de bicicletas, e linhas de metrô insuficientes para diminuir a lotação dos ônibus. Logo, é preciso que esses desafios sejam superados para que o Brasil possa seguir em frente, e, desse modo, concretizar o que a frase do escritor britânico, Oscar Wilde, diz ao afirmar que a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.
Portanto, medidas são necessárias para amenizar essa problemática. Assim, o Ministério da Infraestrutura deve investir em mobilidade urbana sustentável, por meio da construção de mais linhas de metrô e ciclovias, com a utilização do mesmo cartão de transporte tanto para o aluguel de bicicletas, quanto para a passagem de metrô. Para que, dessa forma, a movimentação no espaço urbano brasileiro possa ser diversificada com transportes que gerem menor impacto ambiental.