Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 09/09/2020

A Revolução Industrial deu início a uma era marcada pela emissão de gases poluentes que até hoje continua, por meio do uso de transportes movidos a combustíveis fósseis. Infelizmente, essa realidade propicia o aumento da poluição do ar, além de gigantescos engarrafamentos.

Nesse cenário, é relevante salientar a forma de movimentação no espaço urbano no Japão, que deve ser tomado como exemplo para muitas nações. Esse país, que apesar de ter uma densidade demográfica muito grande, é um modelo no que diz respeito a mobilidade urbana organizada e sustentável, visto que o metrô é o transporte mais usado e compreende todo o seu território. Além disso, também vale a pena destacar a cidade de Copenhague, na Dinamarca, que, segundo a revista Exame, metade da população usa bicicleta para ir ao trabalho, o que contribuiu para a diminuição da emissão de gases poluentes.

Por outro lado, o Brasil tem um imenso território, mas uma organização da mobilidade urbana desleixada, já que o transporte rodoviário é a principal forma de locomoção do país, o que causa constantes engarrafamentos. Ademais, o uso de automóveis movidos a combustíveis fósseis corrobora para o aumento dos impactos ambientais. Dito isso, é necessário concretizar o pensamento do escritor britânico, Oscar Wilde, ao afirmar que a insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar essa problemática. Assim, o governo federal deve investir em mobilidade urbana de baixo impacto ambiental, por meio da construção de mais linhas de metrô e ciclovias, com a utilização do mesmo cartão de transporte tanto para o aluguel de bicicletas, quanto para a passagem de metrô. Para que, dessa forma, a movimentação no espaço urbano possa ser diversificada com o uso de transportes que gerem menor impacto ambiental.