Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 21/12/2020

Desde as Revoluções Industrias o automóvel tem tomado cada vez mais espaço na vida da população. Devido a esse fato, têm-se grandes concentrações de veículos nas estradas, dificultando a mobilidade urbana. Com isso, fazem-se necessárias políticas públicas de estimulos ao transporte alternativo, ressaltando resultados como melhorias na locomoção e na sustentabilidade.

Primeiramente, vale pontuar como a mobilidade urbana é afetada com a grande quantidade de veículos circulando, gerando congestionamentos quilometricos. De acordo com o Denatran, Departamento Nacional de Trânsito, o Brasil já tem um automóvel para cada 4,4 habitantes.  Assim, ocorrem bloqueios nas estradas pelo fato das cidades não comportarem tal aumento. Certamente, um meio alternativo de transporte, como a bicicleta, facilitaria na locomoção no meio de tantos veículos particulares. Dessa forma, faz-se necessário maiores estímulos governamentais à adoção do transporte alternativo como meio de deslocamento pela cidade.

Ademais, é relevante ressaltar como a grande quantidade de veículos circulando aumenta a poluição do meio ambiente. De acordo com estudos do IEMA, Instituto de Energia e Meio Ambiente, os automóveis são responsáveis por 72,6% das emissões de gases efeito estufa, causadores do aquecimento global. Fica claro, então, que há a necessidade de diminuir a circulação desses transportes individuais para uma maior qualidade de vida na cidade. Para isso, é imprescindível investimentos em vias para bicicletas, por exemplo, estimulando a população a aderir tal prática para o deslocamento.

Portanto, cabe as prefeituras e seus órgãos, responsáveis pelas políticas municipais, ampliar a criação de ciclovias, clicofaixas, entre outros, para incentivar a população a utilizar tais meios. Desse modo, irá melhorar a mobilidade urbana nas cidades e, por conseguinte, garantir uma diminuição de gases poluentes na atmosfera.