Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 02/03/2021
A Segunda Revolução industrial, ocorrida no séc. XIX, modificou completamente a mobilidade mundial com a utilização do petróleo como fonte energética. Contemporaneamente, observa-se uma tendência de substituição dos meios de transporte tradicionais por formas de menor impacto ambiental. Assim, é dever do Estado encontrar subterfúgios para implementar uma mobilidade urbana mais sustentável. Dessa forma, é necessário analisar os benefícios dessa prática e os entraves para sua efetivação na realidade.
Em primeira análise, é válido destacar que a utilização dos meios de transportes sustentáveis melhora a qualidade de vida da população. De acordo com o estudo da ‘’American Heart Association’’, a prática de exercícios aeróbicos reduz em 49% o risco de doenças coronárias. Nessa perspectiva, é notório destacar que o uso de bicicletas e a prática de caminhada como meio de transporte diminuem a incidência de enfermidades na população. Por conseguinte, os gastos com saúde pública no Brasil seriam atenuados. Todavia, a falta de infraestrutura urbana, como por exemplo, ciclovias impede a difusão dessa prática.
É imprescindível analisar, entretanto, que a falta de segurança fundamenta a persistência do problema. Segundo site G1. Globo, em 2019, no estado de São Paulo, houveram dois acidentes com vítimas por dia, envolvendo ciclistas. Nessa lógica, depreende-se que o trânsito caótico, a falta de segurança e respeito nas ruas desencorajam muitas pessoas aderirem a modalidade. Portanto, o governo deve solucionar essa inercial problemática para aumentar o uso de bicicletas, garantindo uma maior qualidade de vida e diminuindo as emissões de dióxido de carbono.
Mediante ao exposto, é mister que diligências sejam tomadas para reverter esse quadro. Logo, cabe ao Ministério dos Transportes, em parceria com a empresa Yellow, incentivar a população por meio de campanhas midiáticas a utilizar fontes de baixo impacto ambiental, com bicicletas e patinetes elétricos. Para tanto, é dever do ministério, juntamente com as Prefeituras, aumentar as áreas de ciclo faixas integrando a cidade com segurança. Destarte, a população brasileira terá uma maior expectativa de vida, propiciada pela nova mobilidade que emite menos poluentes e aumenta a prática de exercícios físicos pela população.