Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 19/06/2021
De acordo com a Magna Carta de 1988, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, sendo papel da sociedade e do Estado empregar alternativas para preservá-lo. Contudo, este dever não está sendo devidamente cumprido atualmente, uma vez que poucos indivíduos são adeptos aos transportes de baixo impacto ambiental. Dessa maneira, é necessário analisar e combater os principais desafios que dificultam a efetiva implementação da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental, a exemplo da falta de infraestrutura e do desconhecimento dos prejuízos ao meio ambiente .
Vale ressaltar, em primeiro lugar, que a escassez de planejamento e de infraestrutura do transporte alternativo representa um empecilho frente à adoção da mobilidade urbana mais sustentável. Tal quadro é ocasionado pela priorização estatal do transporte rodoviário, tendo em vista a grande movimentação de lucro proporcionada pela circulação e pela produção desses veículos. Durante o governo de Juscelino Kubitschek, por exemplo, o setor automobilístico recebeu maiores subsídios, justificando a sua preponderância em relação aos demais modais de transporte. Assim como nessa época, os projetos urbanísticos estão, em sua maioria, voltados para a circulação de veículos individuais e de alto impacto poluidor, reduzindo, dessa forma, o desenvolvimento de obras relativas aos meios de transporte alternativos, como a construção de ciclovias e a expansão de malhas de metrô.
Além disso, é importante destacar que a falta de conhecimento por grande parte da população acerca dos efeitos poluidores de certos veículos ao meio ambiente diminui o crescimento do número de usuários dos veículos menos poluidores. Segundo o site de notícias brasileiro “Exame”, os carros são responsáveis por 73% da emissão de gases do efeito estufa. Contudo, esses altos índices de poluição são desconhecidos ou desconsiderados por várias pessoas que utilizam frequentemente os veículos causadores de tais emissões. Assim, percebe-se a necessidade de informar e conscientizar a população acerca de tais dados.
Portanto, é necessária a tomada de medidas pelo Governo Federal visando reverter esse quadro. A fim de facilitar o deslocamento sustentável, urge que o Ministério da Infraestrutura desenvolva e realize de fato construções referentes a tais meios de locomoção - como a expansão das malhas de ciclovias. Isso será feito mediante o redirecionamento de investimentos para a qualificação dos espaços urbanos. Concomitantemente, o mesmo Ministério deve divulgar por meio dos principais canais midiáticos, as consequências negativas da utilização dos veículos tradicionais para a natureza, com vistas a informar a população e estimulá-la a utilizar outros transportes.Somente assim, os altos índices de poluição serão reduzidos e o direito a um meio ambiente equilibrado será finalmente atingido.