Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 10/09/2019

A chegada da Revolução Industrial, no século XVIII fomentou no desenvolvimento das cidades e com isso houve um contingente de poluentes liberados  na atmosfera. Hoje, apesar do acordo de Paris em  diminuir a quantidade de CO2 do planeta,o índice de contaminantes aumenta de forma progressiva, de acordo com o Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA), só no Brasil houve um aumento de 192% na emissão de CO2, nas últimas duas décadas.Nesse sentido, falta de Educação ambiental aliado à impropriedade governamental são fatores que pontuam essa questão.

A princípio, ressalta-se o desprovimento ambiental como impulsionador da emissão de poluentes, já que grande parte  da população não se preocupa com os impactos que podem causar ao meio que vive. Isso é motivado pela falta de criticidade do indivíduo que em meio às propagandas alienadoras acaba adotando comportamentos compulsivos.Conforme o levantamento feito pela Connected Car Industry Report, o brasileiro é a população que mais troca de carro no mundo, sendo o ciclo de vida média menos de 2 anos, o contrário ocorre nos países desenvolvidos onde essa média passa para quase 4 anos.Nessa perspectiva, segundo o filósofo Platão " o indivíduo precisa ser dotado de sendo crítico", para que suas escolhas sejam embasadas sob um viés racional.Dessa maneira, esse pensamento comprova a carência quanto a preocupação com o ecossistema em que habita.

Outrossim, é inegável que a falta de investimentos públicos em transportes alternativos corrobora com a emissão de poluentes.Observa-se, como uma das heranças do Governo de Jucelino Kubitschek, o sub aproveitamento e a precarização do sistema ferroviário e hidroviário, em virtude de sua acentuada política rodoviária, já que para a Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), O Brasil está cerca de 50 anos atrás do que deveria em sua rede de transportes coletivos. Tal fato ocorre porque não há políticas específicas em aumentar a oferta de transportes sustentáveis que tragam segurança e conforto a população, diferentemente do que ocorre na Inglaterra e Japão por exemplo, no qual grande parcela da sociedade opta pelo transporte público, pois proporciona  os adereços certos aos usuários.

Infere-se, portanto, a necessidade de medidas a fim de reverter essa situação. Para isso, cabe ao Ministério da Educação promover propagandas publicitárias e debates nas escolas com o intuito de despertar o senso crítico da sociedade, bem como nos princípios do consumo consciente. Ainda,é imperioso que o mesmo possa levar esse tema como disciplina transversal a fim de educar da relação harmoniosa necessária com meio ambiente. Também, é primordial que o Poder Legislativo por meio de emenda constitucional promova políticas de investimentos em transportes coletivos, assim como nos países desenvolvidos. A articulação dessa pluralidade é imprescindível para que se tenha mudanças.