Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 14/07/2021

A partir do século XIX, com a ascensão da Segunda Revolução Industrial e da utilização do petróleo, observou–se o progressivo crescimento do setor de transporte. Entretanto, esse fato, apesar de trazer benefícios para os indivíduos, acarreta em graves impactos ambientais. Nesse sentido, ainda hoje desafios são enfrentados no que diz respeito à mobilidade urbana de baixo impacto ao meio ambiente. Isso posto, pode-se destacar como entraves associados à problemática a má qualidade do transporte público, bem como o alto custo de veículos menos poluidores, como os carros elétricos. À luz desse cenário, medidas são necessárias para minimizar os desafios em questão.

Em primeira análise, cabe ressaltar que o transporte coletivo reduz os impactos relacionados à mobilidade urbana, quando comparado com a utilização de veículos próprios uma vez que, por transportar simultaneamente mais pessoas, reduz a emissão de gases poluentes, como dióxido de carbono. Apesar disso, a utilização desses meios ainda se faz como um obstáculo já que, devido à problemas de logistíca, como alto tempo de espera de alguns coletivos, como também a falta de segurança, faz com que os sujeitos tendam a criar o desejo de adquirir seus próprios veículos, em virtude da maior comobidade ofertada. Assim, note-se que esse fato explica os dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), os quais evidenciam que, em 2012, somente no Brasil, existiam mais de 70 milhões de carros e motos, o que se opõe a mobilidade de baixo impacto.

Outrossim, outra objeção que se refere ao quadro em análise é o elavado preço dos veículos alternativos, como os carros elétricos. Isso porque, em comparação com automóveis convecionais, torna-se mais vantajoso economicamente para o consumidor adquirir veículos movidos a combustão. Assim, ressalta-se que esse cenário decorre da lógica capitalista vigente na sociedade, já que a utilização de derivados do petróleo é mais viável financeiramente, em virtude do mercado já consolidado e do desenvolvimento técnico para essa produção. Por fim, saliente-se que o exposto corrobora o pensamento do teórico Karl Marx, o qual sucita que na lógica capitalista o lucro se sobrepõe aos valores, nesse caso, os aspectos ambientais, sendo necessário medidas para reduzir esse entrave.

Portante, é necessário que órgãos semelhantes ao Ministério da Infraestrutura, como organismos responsáveis ​​pela execução e formulação da política de transporte do pais, realize ações de melhorias nos transportes públicos, bem como incentive a produção e comercialização de veículos mais sustentáveis, por meio da destinação de maiores verbas e de incentivo fiscal para tal âmbito, de modo a possibilitar o aumento da qualidade do serviço oferecido aos cidadãos, um fim de tornar eficiente o transporte coletivo e assim reduzir os impactos ambientais a partir da redução das necessidades de gases e