Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 13/07/2021

A organização social dentro de grandes complexos urbanos data séculos, sendo o Império Romano um dos mais antigos exemplos históricos de tal modelo. Contudo, à medida que a humanidade se reinventou perante transformações históricas, as cidades, também, depararam-se com desafios diversos que, por muitas vezes, colocaram em risco seu funcionamento. Hodiernamente, uma grande problemática é a mobilidade urbana dentro dos grandes centros, principalmente, quando é pautada em consonância a questão ambiental, um dos maiores desafios das sociedades contemporâneas. De modo geral, dada a urgência da reformulação do modo de vida humano frente às necessidades do meio ambiente, é visível o quanto urge a superação dos desafios culturais e infraestruturais que prejudicam a implementação de uma logística de mobilidade urbana mais limpa e sustentável.

Em primeiro plano, é essencial destacar as razões pelas quais demandam-se tais mudanças. Panoramicamente, o estilo de vida e de consumo humano tem se provado cada vez mais incompatível com a disponibilidade de recursos naturais. Especificamente, no que tange à questão da mobilidade urbana, ressaltam-se as problemáticas da exploração do petróleo e do efeito estufa. Resumidamente, o uso de combustível fóssil está diretamente ligado à emissão de gases que colaboram para o aquecimento global e, não obstante, ao processo de extinção de formas de vida marinhas e determinadas espécies de aves. É nesse cenário em que é pautado o replanejamento da mobilidade urbana, uma vez que esse serviria como eficaz solução para as citadas questões ambientais

Ademais, ainda que possam haver significativos obstáculos para qualquer grande transformação urbana, cidades ao redor do mundo que já têm priorizado a mobilidade urbana de baixo impacto social exemplificam o possível sucesso de tais alterações. Um caso notável é o da capital dinamarquesa Copenhague, que, dentre outras medidas, replanejou seus recursos urbanos visando melhorar sua emissão de gás carbônico e, hoje, conta com cerca de metade da população priorizando o uso de bicicletas para ir ao trabalho ao invés de automóveis. É notável a viabilidade de tais alterações, quando posto sua eficiência já em prática ao redor do planeta.

Dada a discussão, por fim, propõe-se a busca por transporte de energia limpa. Devida a poluição gerada pela mobilidade urbana debilitada do presente, no Brasil, isso se daria pelos governos estaduais unidos às Secretarias Municipais de Trânsito, que construiriam ciclovias e produziriam campanhas publicitárias que conduziriam a população às mudanças de hábitos. Visto a vulnerabilidade que se encontra o planeta Terra e às condições de vida humana também fragilizadas, tais mudanças seriam grandiosas ao colaborar para uma melhor experiência nas cidades e no mundo.