Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 23/09/2021
A Rio+20 foi uma conferência realizada na cidade do Rio de Janeiro, onde foram debatidos temas como o da mobilidade urbana, a qual necessita de mudanças a fim de reduzir a poluição, melhorando a qualidade de vida da poluição. Por conseguinte, a concretização do debatido em tal reunião ainda se vê muito distante no Brasil, uma vez que a aplicação de meios de transporte ecologicamente corretos ainda enfrentam muitos obstáculos, tal como a falta de infraestrutura para pedestres e ciclistas e a ineficácia do transporte público. Dessa forma, compreende-se isso como um problema que necessita de intervenções.
Diante desse cenário, é necessário pontuar de que maneira a estrutura se condiciona como uma lacuna. Primeiramente, é fato que a falta de ciclovias e calçadas para pedestres são uma problemática, uma vez que impedem o direito constitucional de ir e vir devido ao elevado grau de insegurança proporcionadas por motoristas urbanos. Ademais, a falta de respeito da população também se faz nociva, pois ao trafegar em locais indevidos, impossibilita a circulação de bicicletas e até mesmo pessoas. Logo, vê-se que esse ainda é um grande desafio encontrado.
Outrossim, não apenas essas são possibilidade de locomoções de baixo impacto ambiental, mas também, o transporte público. Desde o governo JK os modais de transporte se mantêm seguindo o modelo rodoviarista, sendo um deles os ônibus, que com o passar do tempo, se viram acometidos pelo sucateamento, inviabilizando sua utilização. Não obstante, a superlotação, os altos preços e a baixa qualidade fazem com que tal obtenha baixa adesão dos cidadãos. Então, entende-se essa situação como um fator nocivo.
Portanto, cabe a maiores instâncias, como ao Governo Federal a construção de mais espaços para a livre circulação de bicicletas e pedestres por meio de projetos de infraestrutura, tornando esse meio seguro e livre de empecilhos. Assim como ao Ministério do Transporte a implementação de projetos de lei que melhorem a qualidade do transporte coletivo, de forma a instigar a população a utilizá-los de maneira corriqueira. Com isso, o proposto no Rio+20 poderá ser implementado na nação verde e amarela, tornando a mobilidade de baixo impacto ambiental majoritária no país.