Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 03/10/2021

O Romance filosófico “Utopia”, criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI- retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea no tocante aos desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental. Esse panorama ocorre não só em razão da falta planejamento dos governantes mas também da falta de conscientização social. Desse modo, torna-se uma análise dessa conjuntura fundamental para reverter esse qaudro.

Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar que a carência de investimentos em mobilidade urbana sustentável sustentável deriva à ineficácia do Poder Público, no que concerne à criação de mecanismos, que coibam tais recorrências. Sob uma perspectiva do filósofo contrualista John Locke, o Estado foi criado por um pacto social para assegurar os direitos fundamentais dos indivíduos. Entretanto, é visível o rompimento desse contrato social no cenário hodierno brasileiro, visto que devido à lacuna de atuação das autoridades os desafios para a mobilidade urbana aumentam, com rodovias cada vez mais automobilísticas e menos sustentáveis. Além da influência midiática sobre a população para o consumo compulsivo de automóveis poluentes e de alto custo financeiro. Destarte, fica evidente a ineficácia da máquina administrativa nessa problemática.

Outrossim, a carência de conscientização social, apresenta-se como outro desafio para problemática.  Tal conceito abordado não é materializado no Brasil, haja vista que a população não está preparada para o convívio com a mobilidade urbana de baixo custo, pois as cidades de maior extensão são as que possuem mais desafios para esse meio, fazendo com que a sociedade busque opções mais rápidas como o consumo de automóveis, aumentando o custo de vida e aumentando a degradação ambiental. Logo, retarda o combate aos desafios da mobilidade urbana de baixo custo, já que a falta de conscientização social contribui para a perpetuação desse quadro deletivo.

Infere-se, portanto, a necessidade de mitigação dos entraves em prol da diminuição dos desafios da mobilidade urbana de baixo custo. Assim, cabe ao Congresso Nacional e aos Governadores de estados, mediante o aumento do percentual de investimento, o qual será proporcionado por uma atuação da lei de Diretrizes Orçamentais, ampliar os recursos para adaptação de rodovias com ciclovias e projetos para disponibilizar automóveis sustentáveis com o objetivo de diminuir os custos da população.  Além de organizar palestras ministradas por profissionais para a conscientização da população no tocante ao consumo exacerbado e influência midiática. Dessa forma, poder-se-à concretizar a “Utopia” de Morus na sociedade brasileira.