Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 13/11/2021
O romance filosófico “Utopia” - criado pelo escritor inglês Thomas Morus, retrata uma civilização perfeita e idealizada, na qual a engrenagem social é altamente segura e desprovida de conflitos e problemas. Tal obra fictícia, mostra-se distante da realidade contemporânea em relação aos desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental, por ser um problema ainda a ser combatido no Brasil. Esse panorama ocorre devido aos congestionamentos, a precariedade dos transportes coletivos e além disso, à pressão das empresas automobilísticas e falta de condições, nas cidades, para utilização de transporte alternativo. Desse modo, torna-se uma análise dessa conjuntura fundamental para reverter esse quadro.
Segundo destacado do IBGE, a população brasileira já passa dos 200 milhões de habitantes, e muitas cidades menores tiveram um aumento muito acima da média na última década. Assim, cada vez é possível vermos o aumento do fluxo de deslocamento durante o dia, principalmente nos horários de pico nas grandes metrópeles como São Paulo e Rio de Janeiro, quando as pessoas estão indo ou voltando do trabalho. Além disso, com a falta de investimentos que é predominante em algumas cidades brasileiras causando um impacto ainda maior gerando a emissão de gases contaminantes e poluição ambiental.
O poder do capital automotivo acaba se refletindo nas políticas públicas, de modo que o governo investe muito pouco em veículos menos poluentes, ocasionado a insuficiência para atender às necessidades da população e, muitas vezes, nem mesmo dá suporte aos necessitados, como cadeirantes. Além disso, gera um aumento significado de pessoas comprando cada vez mais automóveis para uso pessoal. Dessa maneira, a necessidade de se investir também em um novo conceito de mobilidade urbana acarreta uma série de novos gastos para o orçamento do governo, constituindo uma barreira para emplacar essa nova política.
Desta forma, o estado tem a responsabilidade de sancionar a “Lei do Transporte Urbano” para aumentar a acessibilidade dos diferentes meios de transporte. E também ver-se necessário a mobilização das pessoas nas redes sociais para conscientizar as pessoas sobre o uso de veículos sustentáveis para lidar com a degradação. Além disso, o governo de cada país deve criar meios para o transporte urbano sustentável, introduzindo taxas pelos motoristas nas áreas mais movimentadas da cidade, evitando o fluxo de carros e melhorando as condições do metrô e dos trens.