Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 13/11/2021

O economista e filósofo francês Serge Latouche acredita que o crescimento desenfreado e desproporcional do consumo, da produção e da população na segunda metade do século XX deu origem à proteção do futuro e da vida na terra. Nesse caso, buscar reduzir o impacto do ser humano no meio ambiente tornou-se notório. Porém, quando esta questão está relacionada ao tráfego urbano, ela apresenta desafios analíticos relacionados, como o aumento do número de veículos devido às estruturas políticas e processos ideológicos, e a dificuldade de implementação de novos métodos de mobilidade.

Além disso, o rápido aumento do número de automóveis no Brasil não é resultado apenas da má qualidade do transporte público, mas também do progresso social baseado no consumismo. A afirmação de Zygmunt Bowman de “Eu consumo, logo existo” mostra que, na sociedade pós-moderna, a condição indispensável de vida é o consumo. Guiado pela linha de raciocínio dos sociólogos, é óbvio que, no sistema de produção capitalista, a representação ideológica do poder dos veículos automotores é obtida para promover a compra. Além disso, a instabilidade dos ônibus brasileiros confirma essa situação e aumenta a emissão de gases poluentes na atmosfera, fato que contraria os ideais de uma sociedade sustentável.

Igualmente, a descuido estatal no que diz apreço ao deslocamento juntamente ínfimo impacto ambiental configura-se conforme uma problemática. e, apesar a físico vigente evidencie a necessidade de manter um meio ambiente ecologicamente equilibrado por parte da coletividade e, sobretudo, do poder público, hodiernamente, isso não é uma realidade no país. contrariando a carta magna, promulgada em 1988, o estado não elabora medidas que influenciam o uso de transportes alternativos, por exemplo, a bicicleta. dessa forma, mostra-se importante uma superior atuação governamental em relação às ciclovias das grandes metrópoles e a uma manutenção mais eficaz dos ônibus que circulam pelas cidades.

Consequentemente, depreende-se que esses desafios necessitam da assistência civil e estatal. sendo assim, visando diminuir a circulação de carros e aumentar a utilização dos transportes públicos, como também das bicicletas, o estado deve, na atuação do ministério dos transportes (mt) assegurar um grande número de ônibus nas capitais em parceria com as empresas desses veículos, mantendo sempre o custo da passagem acessível a todos, além de aumentar o número de ciclovias e sinalizações nas ruas, na tentativa de garantir a segurança dos ciclistas e incentivar o uso das bicicletas no cotidiano da população. além de, o ministério do meio ambiente (mma) em conjunto com as grandes emissoras televisivas podem divulgar campanhas acerca dos automóveis