Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 16/11/2021
O transporte aéreo é um grande emissor de gás carbônico para a atmosfera. Para solucionar esta questão, o Acordo de Paris estipulou que esse modal extingua o uso de combustíveis fósseis em até três décadas. Contudo, a mobilidade urbana brasileira também padece com a produção de poluentes, uma vez que a população utiliza, intensamente, carros particulares com gasolina, seja pelas condições socioeconômicas, seja pelo papel social deste.
A priori, é notório que outras fontes de energia para automóveis costumam ser mais encarecidas que a tradicional. O empresário e CEO da Tesla, Elon Musk, planeja popularizar os carros elétricos, entretanto, o mesmo afirma as adversidades do setor, como os altos impostos governamentais e os processos burocráticos rigorosos, que tornam o consumo em grande escala para países mais pobres -como o Brasil- inviável. Portanto, no cenário de crise econômica, os cidadãos optam por opções mais baratas, ao revés de priorizar a sustentabilidade.
Em segundo aspecto, evidencia-se que o carro, além da locomoção, possui outro papel social. Conforme o modelo fordista, introduzido na Segunda Revolução Industrial, que fomentou a produção em massa, a forma de consumo também precisou ser modificada. Para tal, a cultura “pop” inseriu produtos, como o carro, como um luxo necessário e, por conseguinte, estimulou a obtenção do modal. Assim, este pensamento perpetuou dentre as gerações, construindo-se uma tradição maléfica ao meio ambiente.
À vista disso, faz-se mister que o Estado tome medidas para reduzir o impacto ambiental proveniente do transporte. Para isso, o Ministério Público precisa estimular a obtenção de carros elétricos, por meio de incentivos fiscais para que as indústrias possam se estabelecer nacionalmente, e de créditos com juros baixos, para que a população possa financiar o modal. Em conjunto, o Ministério da Infraestrutura também deve incentivar a adesão do transporte público, por intermédio do aumento de frotas e de regiões interligadas, para que a prática seja satisfatória. Deste modo, a emissão de gases poluentes será minimizada.