Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 22/10/2022
Com a intensificação dos problemas ambientais, como chuva ácida e o aquecimento global, torna-se necessário a implementação de uma mobilidade urbana de baixo impacto ambiental. No entanto, o rodoviarismo e vinculação do carro como símbolo de desejo representam desafios na adoção de outras formas de locomoção. Sendo assim, fica evidente a importância da diversificação dos modais de transportes para a garantia da sustentabilidade.
Sob esse viés, os investimentos na mobilidade urbana brasileira concentram-se no sistema rodoviário. Nesse sentido, a política adotada durante o governo JK foi uma das responsáveis por esse cenário, visto que buscava desenvolver o país, mediante a entrada de multinacionais automobilísticas estrangeiras e pela construção de estradas e rodovias, desprezando os modais de transporte. Posto isso, tal realidade ainda se perpetua no país, visto que o investimento em obras voltadas a uma mobilidade de baixo impacto ambiental é escasso e carece de recursos do governo. Desse modo, é fulcral que o Estado construa ciclovias, por meio da disponibilização de recursos financeiros, assim, salvaguardando o meio ambiente pela diminuição do aquecimento global e da chuva ácida.
Outrossim, é importante destacar o papel da mídia em controlar as vontades da população. Essa afirmação é corroborada por membros da Escola de Frankfurt, entre eles, Theodor Adorno, o qual aborda acerca da capacidade dos meios de comunicação na sociedade capitalista de criar e incorporar vontades coletivas na população. Com isso, a televisão e as ferramentas digitais transformaram o carro em objeto de poder e “status”, incentivando cada vez mais o seu consumo. Dessa forma, enquanto essa visão manipulada persistir, meios de transportes sustentáveis, como as bicicletas, não vão ser adotados.
Destarte, é mister que a escolas incentivem uma educação crítica e transformadora, por meio de aulas de filosofia, sociologia e palestras, as quais alertem aos discentes sobre os mecanismos de poder e o uso da razão como instrumento de dominação. Tudo isso, afim de formar indivíduos autônomos e mais conscientes. Assim, promovendo uma sociedade que escolha o meio de locomoção de acordo com a sua vontade e na busca pelo bem-estar ambiental.