Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental

Enviada em 22/10/2022

O filme “WALL-E”, de 2008, apresenta uma distopia onde todos os seres humanos abandonaram a vida no planeta Terra em razão da poluição do ar e acúmulo de lixo. Ao longo da trama, é revelado que o estilo de vida das pessoas causaram a destruição do local. No entanto, percebe-se que a ficção não é diferente da realidade, uma vez que a mobilidade urbana descontrolada gera diversos impactos ambientais. Dessa forma, é evidente que a problemática cresce não só devido à ausência de investimento do governo, mas também por causa da falta de conscientização da sociedade.

Sob esse viés, cabe analisar a ausência de medidas governamentais para combater os problemas ambientais gerados pelos automovéis. Segundo o sociólogo Émile Durkheim , as ações antrópicas são moldadas pela sociedade. Conforme pesquisas do Departamento Nacional de Trânsito, o Brasil apresenta 1 automóvel a cada 4,4 habitantes. Diante disso, a escassez de investimentos em um sistema de locomoção eficiente e sustentável aumenta a quantidade do uso de transportes individuais.

Além disso, a falta de conscientização da população também pode ser apontada como promotora do problema. De acordo com concepções da escola de Frankfurt, o conhecimento deve ter o papel de buscar a emancipação humana, em prol da mudança social, entretanto, isso não ocorre por causa da desinformação sobre os impactos das emissões de monóxido de carbono. Consequentemente, a carência de informações sobre o empecilho contribui para o crescimento do uso dos transportes de maneira descontrolada, o que afeta o meio ambiente.

Portanto, conclui-se que a ausência de investimento e a falta de conscientização são os principais pilares do problema. Assim, é necessário que o Governo invista em transportes públicos, por meio de reformas, com o objetivo de diminuir o uso de automóveis particulares e impactar menos o planeta. Ademais, o Ministério do Meio ambiente, responsável pela proteção dos recursos naturais, deve fazer campanhas, por intermédio das redes sociais, sobre os problemas da emissão do monóxido de carbono, com o intuito de informar a população sobre o problema. Enfim, visando uma realidade diferente abordada no filme “WALL-E”.