Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 08/11/2022
No filme “Depois do Universo”, da Netflix, é relatada a história de um médico cujo único meio de transporte até o hospital é a bicicleta. Por conta dessa atitude, muitas pessoas o perguntam se ele não tem como comprar um carro ou moto. De forma análoga ao retratado na obra, no Brasil atual, a mobilidade urbana de baixo impacto ambiental apresenta alguns desafios a serem superados para sua plena implantação, como a não aceitação por parte da população. Dada a importância da temática, vale discutir acerca de pontos que a envolvem, que são: a lenta mudança de mentalidade social como um desafio à implantação de modal urbano de baixo impacto ambiental e as consequências positivas dessa à sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar a lenta mudança de pensamento social como principal empecilho à implantação dos modais de transporte de baixo impacto ambiental. Conform Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Nesse sentido, percebe-se que a baixa utilização dos modais mais sustentáveis é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas estão inseridas em um contexto social no qual utilizar carros e motos é sinônimo de relevância, a tendência é adotar esse comportamento como forma de se “encaixar”, o que torna sua solução ainda mais complexa. c
Ademais, é imperativo ressaltar as consequências positivas da adoção dos modais urbanos de baixo impacto ambiental aos diversos setores sociais. Dessa maneira, a adoção da mobilidade urbana menos impactante ambientalmente promove a diminuição das emissões de gases poluentes, que são liberados na atmosfera pelas formas de transporte convencionais e o aumento da qualidade de vida, com diminuição de problemas respiratórios. Isso pode ser exemplificado pelo que aconteceu na Suíça, no ano de 2016, quando iniciou-se um projeto de implantação de bicicletas nos centros das cidades, para que as pessoas utilizassem cada vez menos seu veículos movidos à combustíveis fósseis. O resultado do projeto foi uma diminuiçao drástica da poluição ambiental, melhora na respiração das pessoas e diminuição da acidez da chuva.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Assim, o Ministério do Meio Ambiente deverá propor a criação da campanha “Mais bicicleta, mais vida”, por meio de um projeto de lei entregue à câmara dos deputados. Essa campanha contará com a participação de enegenheiros, arquitetos e ecologistas que instalarão pontos pelas cidades com bicicletas , para que as pessoas usem e devolvam ao fim do dia, a fim de promover menor utilização dos modais tradicionais e que poluem o Meio Ambiente. Além disso, serão feitas propagandas na televisão para que as pessoas participem ativamente do projeto. Espera-se, com essas medidas, que os desafios quanto à mobilidade urbana de baixo impacto ambiental sejam extintos.