Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 09/11/2022
No filme brasileiro “Depois do Universo”, obra original da plataforma de streming Netflix, Gabriel sofre um acidente de bicicleta indo para um grande compromisso - o mesmo já tinha o costume de fazer toda sua atividade do dia por esse transporte. Diante da conclusão do filme, é notável a preocupação social que acompanha os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental. Nesse sentido, em virtude de fatores estruturais e de cunho estético, surge um complexo problema na atualidade centrado no dilema da impermanência urbana no Brasil.
Precipualmente, o país é um grande símbolo de rápido processo de urbanização. Desse modo, tal cenário acarretou nos grandes problemas estruturais presentes na pátria, uma vez que desde sempre foram implantadas medidas de infraestrutura de baixo teor sustentável. Segundo o livro nacional “E se eu me importasse?” da autora Tatiane Biasi, o personagem Leonardo Ortega faz uso de um Tesla elétrico. Sob essa lógica, esse tipo de transporte é muito caro e de difícil acesso na sociedade. Consequentemente, existem as bicicletas, que são transportes de baixo impacto ambiental, mas com o despreparo dos centros urbanos, não possui ciclovias de segurança para os cidadãos. Por conseguinte, o quadro apresentado precisa ser alterado para conter a locomobilidade urbana.
Ademais, é importante salientar o fator estético em relação ao uso dos transportes sutentáveis. No país, é comum a associação do automóvel a classe social do seu dono. Sob esse viés, torna-se baixa a escolha dos indivíduos por uso das bicicletas e transportes coletivos, uma vez que os mesmos são considerados por grande parte da população por transportes de “classes pobres”. Assim sendo, são de suma importância medidas que interfiram na falta de mutabilidade citadina.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para conter os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental. Para isso, é preciso que o Estado, órgão responsável por garantir qualidade de vida aos cidadãos, promova políticas públicas e campanhas, por meio de verbas públicas e divulgações midiáticas, a fim de promover ciclovias de maior segurança e conscientizar a população que ser sustentável não vai diminuir ou desqualificar seu status social. A partir disso, poderá se consolidar um Brasil mais denfensável a prática e saúde urbana.