Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 22/04/2024
Mobilidade urbana no Brasil sempre foi uma discussão delicada, o país tem uma dívida histórica com a população sobre o assunto. Pois, desde sua idade colonial sofreu com uma defasagem no setor de mobilidade. Seja pelo boicote inferido pela Inglaterra para a não construção de ferrovias, seja pela inércia estatal em enfrentar suas características geográficas, interligando suas regiões. Sendo assim, grandes são, os desafios da mobilidade urbana, principalmente os de baixo impacto ambiental, devido à inexistência da cultura de coletividade no transporte, e indiferença governamental no propagamento de políticas setoriais e regionais.
Nesse sentido, é possível perceber que o que é difundido na população brasileira nos dias atuais é a aquisição de transporte particular, na contramão dos países desenvolvidos que estimulam a população a usar o transporte público ou aqueles de baixo impacto ambiental. Com isso, não é difícil associar a locomoção coletiva à pobreza ou punição, como frequentemente é visto em séries brasileiras, a exemplo de Tapas e Beijos. Esta série, frequentemente, mostra as personagens principais sonhando com o tão desejado carro como aspiração de sucesso.
Outrossim, voltando-se aos representantes políticos, há a desimportância dada pela classe política brasileira ao assunto, que rotineiramente não inclui a pauta de um dos direitos inalienáveis dos brasileiros, o de ir e vir. Por conseguinte, um dos maiores países do mundo em extensão territorial, sofre com a inadequação de transporte e interligação de seus estados, municípios e até bairros, uma vez que apenas a região Sul e Sudeste têm a maior parte de estradas ferroviárias, essas ainda sim, antigas e mal adequadas à necessidade.
Dessa forma, o país clama pelo enfrentamento aos desafios de interferências morais e culturais ao transporte público, e atenção política às necessidades públicas de mobilidade. Por exemplo, que haja o engajamento midiático na estimulação do uso do transporte público, seja em redes sociais, seja na televisão aberta, para que a participação popular possa ser concreta no uso e cobranças públicas de um transporte digno e eficiente. Como também, que a classe política legislativa e executiva possa se inteirar da causa, construindo ferrovias e na modernização dos ônibus, trens, metrôs, além da proliferação de ferrovias.