Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 19/06/2024
Em 2016, ao assinar o Acordo de Paris, o Brasil se comprometeu a reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Todavia, no que tange à mobilidade urbana, muitos são os desafios que envolvem amenizar os impactos ambientais, uma vez que essa tarefa requer investimento e infraestrutura. Com efeito, é perceptível que a qualidade pífia de grande parte dos transportes públicos em operação, tal como o baixo fomento governamental de projetos que visam modais sustentáveis, é um fator que contribui com essa premissa.
Inicialmente, de acordo com o boletim de notícias O Globo, a qualidade diminuta
dos transportes públicos é um dos principais motivos para os brasileiros almeja-
rem possuir um carro. Nessa ótica, percebe-se o impacto dessa tendência no meio
ambiente, uma vez que os carros são grandes emissores de gases do efeito estufa. Isso se deve ao fato das pessoas dependerem diariamente de transportes que não
proporcionam segurança e conforto durante o trajeto.
Além do exposto, vale citar o projeto do Aeromóvel, elaborado pelo inventor bra-
sileiro Oskar Hans, que se baseia na ideia de um veículo movido por um sistema
de ar comprimido. Nesse viés, contempla-se uma ideia de baixo custo e ecologi-
camente favorável, porém, desde sua criação, na década de 1970, apenas uma li-
nha desse modal entrou em operação. Fato que se deve ao baixo investimento go-
vernamental em projetos do tipo, de modo a contribuir com a emissão exacerbada
de poluentes.
Em suma, o Ministério do Planejamento e Orçamento deve, através de revisões
orçamentárias e subvenções, fomentar projetos ecológicos e viáveis economica-
mente, como o do Aeromóvel, a fim de aprimorar e substituir os transportes públi-
cos em operação, assim como reduzir a emissão de poluentes. Também, através
de campanhas, deve incentivar o uso prioritário desses modais por parte da popu-
lação, de modo a prezar por uma mobilidade urbana fluída. Dessarte, os impactos
ambientais serão amenizados.