Os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental
Enviada em 16/10/2024
Em 1948, foi proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Declaração de Direitos Humanos, a fim de estabelecer dignidade e igualdade para todas as pessoas. Entretanto, os desafios da mobilidade urbana de baixo impacto ambiental divergem dos objetivos da conferência, colocando em risco o exercício do direito ao transporte, apesar de ser garantido pela Declaração Universal. Nesse viés, é imprescindível analisar a ineficiência estatal e o silenciamento social.
Primeiramente, é fulcral a presença de um Estado ativo no combate aos em- pecilhos da mobilidade urbana. Com isso em vista, o filósofo italiano Norberto Bobbio afirma que as autoridades devem não apenas ofertar os benefícios das leis, mas também garantir que a população usufrua deles na prática. Sob esta perspec- tiva, o governo brasileiro falha em cumprir tal dever, haja vista a escassez de inves- timentos em infraestrutura que possibilite o movimento de transportes de baixo impacto ambiental, como a presença de ciclovias em centros urbanos.
Ademais, o silenciamento social motiva diretamente a persistência das dificul- dades de mobilidade. Para a filósofa brasileira Djalma Ribeiro, é preciso tirar uma pauta da invisibilidade e agir sobre ela para que haja transformações. Para esse efeito, é fundamental a abordagem de debates acerca da mobilidade urbana em mídias populares e escolas, evidenciando também a importância de inserir auto- móveis ecológicos na sociedade.
Depreende-se, portanto, que é crucial a implementação de medidas que pos- sibilitem o acesso ao direito ao transporte sem causar danos ao meio ambiente. Em suma, cabe ao Estado, por meio do direcionamento de investimentos necessá- rios, diminuir rodovias e criar espaços para a movimentação de bicicletas. Desse modo, juntamente com o levantamento de debates acerca do tema, os planos da ONU em 1948 se tornarão uma realidade concreta no Brasil.