Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 17/04/2018

A Revolução Industrial foi um marco histórico e tecnológico para a humanidade, responsável por invenções como a do automóvel. Na contemporaneidade, contudo, são vários os desafios no que se refere à mobilidade urbana. Fatores culturais e administrativos expressam esse cenário.

É importante pontuar, de início, o excesso de veículos individuais nas cidades como uma problemática do capitalismo. Karl Marx denomina fetichismo da mercadoria como das estratégias desse sistema para fomentar o consumo, a partir da atribuição de um forte senso de necessidade aos produtos que não são de primeira ordem. Em virtude disso, especialmente nos grandes centros, são comuns situações de extensos engarrafamentos. Ainda, deve-se ressaltar o estresse causado aos cidadãos, bem como a poluição ao meio ambiente como desdobramentos desse fenômeno.

Outrossim, é importante analisar as condições do transporte público. Apontado por muitos como uma alternativa para o problema supracitado, a realidade enfrentada pela população, entretanto, é a de um serviço caro, ineficiente e até mesmo perigoso. O aumento no valor das passagens, o abarrotamento dos ônibus e metrôs, além das denúncias de assédio sofrido pelas mulheres demonstram a negligência dos governantes eleitos acerca da mobilidade urbana.

É inegável, portanto, a relevância de fatores culturais e administrativos na discussão abordada. A partir disso, é importante que o Estado, representado pelos seus administradores, desenvolva projetos de desenvolvimento do transporte alternativo aos veículos individuais. Tal medida deve se efetivar a partir da construção de mais linhas de ônibus e metrô e mais pistas de ciclovia. Ademais, é importante aumentar o número de câmeras e o policiamento nas estações com maior número de pessoas, a fim de garantir a segurança de todos os cidadãos. Somente assim, é esperado que tenhamos cidades mais limpas e eficientes para a população.