Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 25/04/2018
Durante do Governo de Juscelino Kubitschek, investiu-se bastante no modal rodoviário, em detrimento de outros tipos de transporte. Porém, na atual conjuntura, devido à má gestão política, a mobilidade urbana no Brasil enfrenta desafios com o inchaço das vias e falta de solução. Como resultado disso, a sociedade sofre com tal sistema de planejamento frágil, afetando além do direito de ir e vir, a qualidade de vida do homem.
No que se refere à mobilidade urbana, sabe-se que representa a fluidez do trânsito e o investimento em integração de transporte, a fim de facilitar a locomoção da sociedade. No entanto, esses são os principais empecilhos no cotidiano do Brasil, visto que o Governo investiu de modo intenso nas indústrias automobilísticas desde a época de Juscelino, mas não aplicou com rigor os projetos de flexibilidade do trânsito. Haja vista os índices das cidades mais engarrafadas do mundo, das quais se encontram três brasileiras, uma amostra da falta de investimentos em ciclovias, transportes públicos, qualificados e seguros e há , também, ausência de integração entre eles.
Esse inchaço das vias e a falta de planejamento adequado provocam um desequilíbrio do funcionamento dos centros urbanos. Isto é, há uma enorme perda de tempo nos engarrafamentos, afetando o trabalho da população e, de certa forma, a economia. Outrossim, de maneira catastrófica, age diretamente na atmosfera ao serem lançados gases poluentes o dióxido de carbono, agravando o efeito estufa e as doenças respiratórias durante o processo de inversão térmica, além de desregular a vida marinha. Por isso, um caos se instala no meio social, prejudicando o funcionamento adequado das cidades, em virtude da negligência governamental ao não concluir os projetos que favorecem a mobilidade.
Diante do exposto, é preciso promover melhorias no trânsito brasileiro de forma breve. Isso é possível com a intervenção do Governo Federal ao aplicar, adequadamente, os projetos de mobilidade urbana, os quais ofereçam mais ciclovias e transporte público de qualidade e seguros, integrados à outros modais, influenciando, assim, a população a optá-los ao invés de automóveis particulares. Ademais, a população, com o intuito de reduzir o número de veículos poluentes e causadores de engarrafamento nas ruas, optar pelas bicicletas, em casos de curta distância de deslocamento, já que ocupam menos espaço que os carros, causam impactos ambientais praticamente nulo e favorecem a manutenção da saúde. Portanto, somente dessa maneira as vias brasileiras desincharão, se tornando mais fluidas e a qualidade de vida do planeta e do homem será preservada.