Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 27/04/2018
“Governar é abrir estradas”. A máxima dita por Washington Luís, então presidente da República, refere-se à inauguração da primeira rodovia brasileira, em 1928. A partir desse momento, houve uma priorização do automóvel em detrimento dos demais meios de transporte, acarretando destarte, na enorme crise hodierna de mobilidade urbana, fato que carece de ser solucionado.
Primordialmente, é tácito que o modelo rodoviário elencado no Brasil provou-se contraproducente - segundo dados do site Mundo Educação, na cidade de São Paulo passa-se o equivalente a 45 dias por ano no trânsito devido ao grande congestionamento das vias. Atrelado a esse imbróglio, o grande número de automóveis particulares corrobora para a permanência dos engarrafamentos - já são cerca de 80 carros para cada ônibus na capital paulista, veracidade que ocasiona um considerável inchaço no tráfego.
Outro problema a ser destacado, é a insuficiência e má qualidade dos meios coletivos de translação, principalmente nas adjacências dos grandes centros de comércio citadino. Somado a esse fato, há a crescente insegurança dos tupiniquins em andar de metrô e ônibus devido ao grande número de assaltos e furtos acontecidos nestes meios. Dessarte, auxiliando no fomento à cultura do carro próprio, que no costume popular, suprime as dificuldades supracitadas.
Por conseguinte, faz-se necessária a melhoria dos transportes públicos urbanos a fim de que a população possa utilizá-los devidamente. Tendo isso em vista, o Ministério dos Transportes deve investir em avanços nas malhas rodoviárias e metroviárias, bem como na segurança das mesmas, com a finalidade de mitigar as recorrentes problemáticas de superlotação/ insuficiência de frotas e roubos, respectivamente. Adjunto à esse cenário, deve haver estímulos como o “passe livre”, que fomentem o uso das redes cosmopolitas de deslocamento em vez do carro próprio. Isso posto, brasileiros terão, enfim, garantido o direito de ir e vir.