Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 28/04/2018
Sobre a ótica de Bauman
O advento dos veículos no século XX surgiu como um grande aliado, haja vista o conforto e a fugacidade. Contudo, atualmente no Brasil o alto número de congestionamentos nas principais metrópoles afeta a mobilidade urbana das pessoas, visto que os relacionamentos interpessoais são diminuídos pelo tempo passado no trânsito. Nesse viés, sendo ocasionado por um desequilíbrio entre o alto contingente populacional e o suporte de vias e rodovias.
É indubitável que em uma sociedade que se molda facilmente, o alto números de indivíduos vivendo em áreas urbanas influenciam para um deslocamento precário. Segundo estudos realizados pelo Instituto de Pesquisa Economia Aplicada(IPEA), a cidade de São Paulo possui 11,2 milhões de pessoas, sua frota 9,6 milhões e por consequência 99, 3 quilômetros de congestionamento em seu horário de pico. Ainda, que os altos índices demográficos são ocasionados pelas maiores ofertas de emprego encontradas nas metrópoles, entretanto a qualidade de vida não é favorecida devido ao transporte público que não apresenta qualidade. Assim, explicando a busca pelo veículo próprio, em decorrência os congestionamentos.
Outrossim, destacam-se, as vias e rodovias que ainda não possuem porte suficiente para receber as transformações dentre o número populacional em consequência o número de veículos. Dados dos últimos 10 anos indicam um crescimento nos automóveis em cerca de 400%, visto que as rodovias não cresceram na mesma proporção. Evidenciando, que não se encontra nas rodovias os transportes alternativos, haja vista as ciclovias, monotrilhos e aeromóvel. Dessa forma, destacando a necessidade de rodovias que atendam a transformação sofridas pelo avanço da modernidade.
Segundo Bauman, em um mundo que se molda facilmente e se vive em constantes transformações, os laços humanos estão cada vez mais frouxos e isolados. Nessa ótica, pelo olhar da mobilidade urbana no Brasil, onde a população cresce rapidamente e as transformações são constantes faz-se necessário um equilíbrio entre o alto contingente populacional e o suporte das vias e rodovias. Assim, as esferas municipais devem realizar projetos que viabilizem o arranjo produtivo de cada região para conter os índices migratórios, aliado ao governo federal que deverá aumentar o investimento para os transportes alternativos e um transporte coletivo de qualidade. Dessa forma, garantindo menos tempo no deslocamento e fornecendo uma melhor qualidade de vida.