Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 08/05/2018
Segundo o filósofo Platão, “o importante não é viver, mas viver bem. Contudo, na sociedade brasileira essa máxima se torna quase impossível com a dificuldade enfrentada pela mobilidade urbana. Tal problema é gerado não só por um reflexo de um fato histórico, mas também por falta de medidas efetivas do governo. Diante disso, conforme a constituição de 1988, o estado precisa tomar uma iniciativa para garantir o direito, dignamente, de ir e vim.
Em primeiro lugar, é incontestável que todo o problema iniciou-se com as atitudes inadequadas do ex-presidente Juscelino Kubitschek, na qual implementou inúmeras medidas que favoreciam apenas as indústrias automobilísticas, ignorando as topografias do pais. Nesse sentido, com o êxodo rural atrelado ao aumento demográfico, essa infraestrutura tornou-se um problema, de modo que, atualmente, as metrópoles estão um caos, porque não se tem uma mescla de transporte público, transformando a rodovia em um dos únicos meios de locomoção. Tal fato só irá transmutar se o estado consertar os erros do passado, ou seja, ter um planejamento urbano que implemente inúmeros meios de transporte em massa.
Outrossim, é indubitável que o reflexo dessa situação traz dor de cabeça tanto quanto estresse para os cidadãos. Contudo, a parcela que mais sofre com essa realidade é a marginalizada, afinal a locomoção é feita em transporte público que inúmeras vezes não só estão superlotados, mas também não possuem muita segurança. Além disso, os que possuem transporte individual acabam favorecendo para o abarrotamento das vias, afinal eles não pensam duas vezes antes de usa-lo. Segundo o filósofo Emanuel Kant,isso é um problema causado porque o " estado não está disponibilizando, dignamente, os direitos naturais do homem”. Por isso, o governo precisa cumprir com seu papel para mudar essa conjuntura.
Portanto, medidas devem ser tomadas. O Estado precisa, por meio de projetos de infraestrutura que respeite a topografia do pais, implementar novos meios de transporte como: ferrovias, hidrovias e metro. Dessa forma, junto ao melhoramento dos meios já existentes, a população conseguirá mesclar os meios de transporte, diminuindo o fluxo das vias automobilísticas. Ademais, os cidadãos cientes disso devem fazer a sua parte, ou seja, procurar deixar o veículo individual em casa. Somente assim, a sociedade conseguirá não só viver, mas viver bem a rotina do dia a dia, sem o estresse da mobilidade urbana.