Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 11/05/2018
Conforme o dito do filósofo Jean-Jacques Rousseau, o povo, por ele próprio, quer sempre o bem, mas por ele próprio, nem sempre o conhece. Assim, com tal perfil, testemunhamos os desafios da mobilidade urbana no Brasil, em um âmbito no qual, a vontade geral, para que haja melhorias está sempre clara, mas a moção que a orienta nem sempre é a conveniente. Visto que a facilidade de acesso ao crédito para compra de automóveis, juntamente com a precariedade dos transportes públicos têm cooperado para o aumento desse infortúnio.
No que tange a facilidade de acesso ao crédito para compra de automóveis, o deslumbre gerado pelo sonho de adquirir um veículo exerce a autonomia dos condutores nas vias de trânsito. Segundo Victor Hugo, escritor francês, tudo quanto aumenta a liberdade, aumenta a responsabilidade. Assim, são notórios os prejuízos causados pela autodeterminação do homem no trânsito, desencadeando abusos e excessos de raiva, dificultando ainda mais a harmonia nas ruas.
Ademais, a precariedade dos transportes públicos incentiva o maior número de automóveis particulares nas rodovias. Dado que, segundo a Associação Nacional de Transporte Público, há um equivalente de 80 pessoas para 1 ônibus, sendo que, em média, confortavelmente, se pode transportar 40 pessoas. Com isso, muitos têm abandonado os transportes públicos, buscando se locomover por seus próprios meios.
Logo, diante dos fatos susoditos, é de grande necessidade que as secretárias de trânsito em cada estado entrem em acordo com as financiadoras automobilísticas para conscientizar todos os seus respectivos compradores através dos contratos efetuados na compra, implementando avisos em suas cláusulas, para que haja o entendimento do problema que os mesmos podem ajudar a piorar. É necessário também que o Ministério dos Transportes fiscalize os sistemas férreos que ainda estão parados em cada estado, fazendo também com que haja a implementação de mais trens e metrôs, para que esses, possam cooperar na diminuição da precariedade dos transportes, para que assim nossa moção em relação aos nossos problemas venha ser correta.