Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 27/07/2018

A imobilidade urbana em questão no Brasil

Devido a sua importância como centros econômicos, as cidades urbanas tornaram-se importantes polos atrativos de pessoas. Com o aumento do número de habitantes e a necessidade de locomover-se em busca de bens, serviços e de emprego, o deslocamento de pedestres e veículos transformou - se em um desafio para a qualidade de vida da população brasileira. Assim, questões como a política rodoviária, herança de períodos anteriores da história do país, e a baixa qualidade do transporte público coletivo ainda encontram-se presentes no Brasil.

Nesse cenário, o contexto histórico do país merece atenção. No Brasil, os meios de transporte acompanharam – e acompanham – o ciclo econômico das atividades mais desenvolvidas e lucrativas em cada época histórica. Dessa forma, no século XVI, por exemplo, com o ciclo do açúcar e uma economia de exportação, o transporte de pessoas nas cidades desse período limitava-se aos animais de montaria, como os cavalos. Já nos séculos XVIII e XIX, diante, respectivamente, dos ciclos do ouro e do café, o fortalecimento do comércio interno das cidades urbanas, a utilização e chegada da mão de obra imigrante e a expansão e ocupação das regiões do interior do país, propiciaram a construção de rodovias em detrimento dos outros modais de transporte. Isso promoveu o crescimento de veículos de carga, além do maior número de automóveis individuais, contribuindo com o inchaço das ruas e a não mobilidade nas cidades, a exemplo de metrópoles como Rio de Janeiro e São Paulo.

Ademais, a deficiente infraestrutura de transportes também constitui em um desafio para a falta de mobilidade no Brasil. Esse problema tem origem em meados do século XX, quando o Brasil passou por um processo de industrialização e, consequentemente, de urbanização, de forma rápida e descontrolada. A valorização da indústria automobilística, que teve seu auge no governo de Juscelino Kubitschek, tirou a atenção em investimentos para o transporte público, tornando-o de baixa capacidade de atendimento, com pouca previsibilidade de horário e quantidade insuficiente para atender a alta demanda das cidades.

Diante do exposto, para contornar os desafios citados, o Mistério das Cidades, mediante investimentos em outras modalidades de transporte, pode , por meio de pesquisas, atuar na expansão das linhas de metrô e de trem e no aproveitamento do potencial de transporte hidroviário,afim de favorecer a mobilidade no país. Por outro lado,deve-se incluir , por intermédio do Ministério de Planejamento e Gestão, planejamento custos para construção de rotas, aumento de frequência, faixas exclusivas para o transporte público, em parceria com empresas que atuem na área.