Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 21/05/2018
A predominância do modal rodoviário se deu com o governo de Juscelino Kubistchek na década de 50, consagrado pela frase “governar é abrir estradas”, onde a criação, ampliação e melhoria das rodovias foi um dos principais objetivos. Entretanto apesar dos expressivos avanços, na sociedade brasileira contemporânea a mobilidade urbana constitui um grande desafio, decorrente da falta de investimento nos transportes coletivos e de uma política pública ineficiente.
Em primeiro plano, a precariedade dos transportes públicos que não oferecem nenhum tipo de conforto ou segurança é um dos fatores que contribui para a dificuldade na mobilidade nas cidades, visto que devido principalmente a superlotação e ao elevado tempo gasto no deslocamento, consequências do baixo número de veículos coletivos disponíveis comparado a demanda, as pessoas acabam por optar por automóveis individuais, aumentando assim o fluxo de carros nas ruas, o que gera filas quilométricas no trânsito, além de ser prejudicial tanto para o meio ambiente, com a emissão de gases poluentes, assim como para a população causando principalmente problemas respiratórios.
Somando-se a essa circunstância, nota-se uma política pública ineficiente, onde pela lógica capitalista é elevado o incentivo à aquisição de veículos individuais e baixo o número de ciclovias e ciclofaixas construídas por exemplo, que seriam benéficas tanto para mobilidade urbana como também para a população, uma vez que seria uma forma de prática de atividade física. Essa insuficiência no planejamento acaba gerando um aumento no número de pessoas dependentes dos transportes públicos e a superlotação destes, assim como um aumento no congestionamento pelo uso do automóvel individual.
Dessa forma é necessário que o governo invista tanto nos meios de transportes púbicos, como por exemplo no aumento da frota de ônibus e na redução das passagens e também em meios alternativos de locomoção. É necessário que sejam implementadas medidas que auxiliem o trânsito, como o rodízio veicular e que campanhas através da mídia sejam feitas para incentivar o uso do transporte coletivo, de modo a reduzir o fluxo de veículos e consequentemente o congestionamento e a poluição ambiental, oferecendo assim uma melhor qualidade de vida a população.