Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 16/05/2018
Segundo o ex-presidente Washington Luís, governar é criar estradas. Nos anos de 1926 o automóvel era visto como símbolo do modernismo. Porém, hodiernamente o Brasil enfrenta grandes problemas com a mobilidade urbana. A precariedade do transporte público e a consequente compra de automóveis individuais acentuam, ainda mais, o problema em questão.
Em primeira análise, segundo dados do governo, 4 bilhões foram destinados para melhorias do transporte público. Entretanto, o repasse feito de forma incorreta impossibilitou melhorias efetivas e, consequentemente, motivou os cidadãos brasileiros a comprarem automóveis. Com isso, cresce, cada vez mais, o número de carros transitando e causando altos índices de engarrafamento. Além do mais, a poluição sonora e atmosférica são problemas que advém da precária mobilidade urbana.
Ademais, segundo o Denatran, o número de veículos triplicou de 2001 para 2017. Diante da superlotação dos transportes públicos e a precariedade estrutural do mesmo, a busca por um meio eficaz e seguro de locomoção - consumo de automóveis individuais - torna-se uma alternativa. No entanto, o investimento na melhoria da infraestrutura do transporte público faria com que ônibus transportassem um maior número de pessoas e, por consequência, o número de veículos nas vias e rodovias seria reduzido.
Dessarte, indubitavelmente, faz-se necessário melhorias para combater o problema. O governo, através do Ministério do Transporte, deve repassar recursos - com um maior rigor de fiscalização - para que melhorias sejam feitas no transporte público visando a diminuição de veículos privados. Além do mais, deve ser realizado, por parte das prefeituras municipais, a melhoria e criação de novas ciclovias, objetivando um meio alternativo e saudável de transporte urbano. Desse modo, a sustentabilidade, e não a superlotação das vias e rodovias, passará a ser sinônimo do modernismo.