Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 21/05/2018

Discutir sobre mobilidade urbana é um dever de qualquer país. Uma vez que tal assunto, por se tratar de condições que garantam a livre circulação de pessoas, está estreitamente ligado a qualidade de vida da população e ao exercício do direito de ir e vir. Um país em desenvolvimento acelerado, como o Brasil, requer ainda uma atenção especial; já que as condições de mobilidade ficam obsoletas e saturadas com mais rapidez e facilidade.

É notória a falta de estrutura capaz de suportar a acelerada e desorganizada urbanização sofrida pelo país. O inchaço no trânsito gera longos engarrafamentos que são enfrentados, diariamente, por moradores de diversos centros urbanos. Muito se debate sobre meios de desafogar as vias de trânsito, e geralmente, as opções se resumem a uma atitude consciente da população em adotar meios de transporte coletivo ou alternativas não motorizadas, como exemplo a bicicleta ou andar a pé.

Contudo, para que a população possa optar por esses meios alternativos é necessário que a mesma sinta segurança e seja uma troca benéfica para todos. Ou seja, é preciso que tais meios ofereçam uma estrutura boa de uso. Ciclovias bem sinalizadas, calçadas uniformes e que garantam a acessibilidade, sinalizações para pedestres, assim como transporte público de qualidade são investimentos essenciais para garantir a diversificação da mobilidade urbana.

Portanto a grande responsabilidade de uma mobilidade urbana mais fluída e de qualidade é responsabilidade do Estado, juntamente com os governos estaduais - sobretudo das grandes metrópoles. É essencial que haja investimento, projeto de leis e fiscalização; assim como também, depois de melhorada as condições, o incentivo para que a população opte por novos hábitos locomotores.