Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 28/05/2018

A cultura do carro

A partir da década de 60, durante o governo de JK, deu se inicio a cultura do carro. A entrada de indústrias automobilísticas no país, construção de estradas e incentivos governamentais fizeram com que muitas pessoas adquirissem automóveis. Assim aos poucos com a expansão das cidades, as pessoas se tornaram dependentes dos meios de locomoção. Entretanto essa expansão não foi acompanhada de políticas públicas para garantir o bom funcionamento desses meios, sendo assim, a mobilidade urbana passa então, a ser tornar uma incógnita.

Primeiramente, é visto frequentemente nas mídias as filas de congestionamento causadas pela enorme quantidade de carros nas ruas. O engarrafamento leva várias pessoas, diariamente, a passar horas no transito tentando chegar em casa ou ao trabalho. Simples ações como essas eram realizadas facilmente em um passado não tão distante. Contudo à medida que a quantidade de carros, pessoas, e consequentemente, a própria cidade cresciam, um planejamento urbano se torna imprescindível. Tendo em mente não apenas atender as condições daquele momento, mas sim, as consequências futuras desse crescimento, o plano diretor detalhado atuaria para que o direito de ir e vir de cada indivíduo não sege prejudicado.

De certo, os transportes públicos foram boas políticas criadas para atender uma quantidade em massa de pessoas e de fato, são também uma ótima alternativa, se levarmos em conta o meio ambiente. Contudo é noticiado outrora nos meio de comunicação, assaltos que ocorrem aos ônibus para com os motoristas e os passageiros. Logo, protesto ocorreram em 2013, para reivindicar o aumento do preço das passagens, demostrando assim, a indignação e insatisfação da sociedade com os mesmos.

Depreende-se, portanto, que as metrópoles enfrentam problemas com o grande fluxo de carros e a qualidade dos transportes públicos. Sendo assim, o ministério do transporte deveria priorizar o transporte público criando mais vias para atender melhor as pessoas, bem como medidas de segurança, sejam com postos policiais em metrôs ou câmeras nos ônibus e nos pontos onde param, a fim de proporcionar um melhor atendimento à população. E se bem feito e incentivado pelo próprio governo, vai atrair cada vez mais pessoas reduzindo a quantidade de carros nas ruas, e as emissões de gás carbônico na atmosfera. Paralelo à isso, em parceria com empresas privadas como o Itaú, criar mais ciclovias nas ruas e postos para o aluguel de bicicleta. Sendo assim, o fluxo de carros nas ruas diminuiria, acabando aos poucos com uma cultura não muito favorável à qualidade de vida em geral.