Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 04/06/2018
Segundo o químico francês Lavoisier, na natureza, nada se cria, nada se perde, porém tudo se transforma. De forma análoga, quando analisamos a problemática da mobilidade urbana no Brasil na contemporaneidade, é perceptível a necessidade de transformações frente aos impactos causados na sociedade. Nesse sentido, deve-se analisar os desafios que o país encontra para um melhor deslocamento da população no espaço urbano.
Nesse contexto, os investimentos promovidos pelo Governo Federal para o setor automobilístico contribuíram para maximizar o problema, aumentando o número de carros no trânsito. Uma vez que tais incentivos poderiam ser destinados à mobilidade urbana e melhorar a qualidade de vida da população. Isso ocorre, já que de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman e sua teoria da modernidade líquida, o indivíduo se assemelha à vulnerabilidade e fluidez e é incapaz de se manter com a mesma identidade, vivendo em um mundo egocêntrico e individualista. De acordo com a FIRJAN, o custo dos congestionamentos no Rio de Janeiro foi de 29 bilhões de reais em 2013, valor esse que investido no setor de transporte melhoraria consideravelmente o tráfego urbano na cidade.
Ademais, nota-se, ainda, que o acúmulo de investimentos no modal rodoviário do país potencializaram o problema. Isso acontece uma vez que o Estado não buscou medidas para desenvolver outros tipos de modais no país com mais eficiência e menores custos como o ferroviário e o hidroviário. Por consequência, os veículos pesados, como os caminhões, somados aos inúmeros veículos particulares dificultam a fluidez no trânsito. Em 2018, a greve dos caminhoneiros, mostrou que a utilização de um único modal traz prejuízos tanto para a população quanto para a economia do país.
Torna-se evidente, portanto, que a questão da mobilidade urbana brasileira precisa ser revisada. Em razão disso, cabe aos governos juntamente com as SMTTs, incentivar o uso de transporte de massa, como os ônibus e metrôs, tornando-os gratuitos, criar planos de mobilidade urbana e/ou readaptá-los as áreas de crescimento urbano, como a implantação de BRTs, VLTs, ciclovias e faixas, e melhorar a logística de transporte desenvolvendo outros tipos de modais, todos estes com o objetivo de diminuir os fluxos de congestionamentos urbano e reduzir os níveis de poluição. Dessa forma, será possível transformar a mobilidade urbana brasileira e torná-la mais eficaz.